Ventura exclui PSD das legislativas e aponta dois modelos de civilização
André Ventura disse hoje que a luta pela vitória nas próximas eleições legislativas será entre o Chega e o PS e que estarão em confronto dois projetos diferentes de civilização.
"Nós estamos a chegar àquele ponto do país, provavelmente, em que estamos perante um confronto verdadeiramente entre polos, não diria antagónicos, embora numa grande parte sim, mas em que não há só dois partidos em perspetiva para gerir o país. São dois projetos de civilização diferentes", afirmou André Ventura na Figueira da Foz no encerramento da III sessão plenária da juventude do partido, perante cerca de 70 jovens.
"São dois projetos de civilização diferentes. Não tem que ver só com a medida a, a medida b, a medida c. Isto é um projeto de civilização", vincou, sem fazer referência ao PSD.
Para André Ventura "parece cada vez mais claro que um destes dois partidos [Chega ou PS] ganhará as próximas eleições".
O líder do Chega avisou, no entanto, que o país "tem de ter memória" atirando aos oito anos de governação socialista de António Costa, mais uma vez na questão da habitação, "em que o preço das casas subiu 134% durante este período", disse.
"Se deixamos os socialistas e a esquerda passar por esta crise sem nunca terem que se responsabilizar, nós estamos a prestar um mau serviço ao país", frisou.
"Temos de saber quem são os responsáveis do que aconteceu para não lhes darmos a oportunidade de fazer ainda pior. E com o PS nós vamos ter ainda pior do que temos agora", vaticinou André Ventura.
"Acho que essa memória é fundamental. E também vos peço isso. Também vos peço isso, aos jovens. Para saberem, que não é seguro nem certo que o que conseguimos até aqui não seja tudo derrubado pelo Partido Socialista", notou.
No discurso, de 35 minutos, o presidente do Chega acusou ainda o primeiro-ministro Luís Montenegro de se esconder perante os protestos ligados à habitação "a ver se a coisa passa".
Ao invés, e contrariamente ao "país que tem poder, escondido, a ver se a coisa passa", André Ventura frisou que o Chega não se esconde e vai à luta, à solução e ao confronto.
"É o país 'do passa'. E Montenegro sabe isso. Por isso é que aposta na cultura 'do passa'. (…) "Nós não nos escondemos a ver se passa", enfatizou.
"Não podemos. É o nosso país que está em causa aqui. Se a cada momento novo que chega, os deixamos passar pela sua responsabilidade, nós estamos a prestar um péssimo serviço às gerações futuras. E estamos a prestar um péssimo serviço a Portugal. Por isso, vocês encarnam esse outro projeto de civilização", argumentou André Ventura, dirigindo-se diretamente aos participantes na sessão plenária.
O projeto de civilização do Chega, continuou, "não é um projeto necessariamente chamado de identitário, mas quer e tem orgulho em defender a sua identidade. Não é nenhum projeto de extremismo", garantiu.
"Mas é extremista na defesa do seu país. E na defesa daquilo que é a portugalidade. E na defesa daquilo que é o nosso andar de cabeça erguida pelo mundo", acrescentou.
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