Volkswagen pensa em trazer software chinês para Europa
O Grupo Volkswagen tem um ecossistema específico para a China, incluindo software local desenvolvido em colaboração com a Xpeng que é exclusivo dos modelos para aquele mercado.
Mas, de acordo com a Manager Magazin, estará em cima da mesa a possibilidade de trazer esta arquitetura para modelos europeus. O diretor Thomas Schäfer poderá mesmo ter apresentado a sua proposta à direção esta terça-feira (27 de outubro).
A arquitetura de software conhecida como China Electrical Architecture (CEA) começou a ser desenvolvida em 2023 e, no entender do responsável, é tecnologia Volkswagen.
Segundo o mesmo órgão, que cita fontes com conhecimentos internos, as estimativas apontam para uma poupança de 4 a 5 mil milhões de euros. Isto num cenário em que os modelos do segmento mais importante para o conglomerado recebam o software chinês fruto da colaboração com a Xpeng. E o desenvolvimento um modelo elétrico como o ID. Tiguan poderá ser cerca de 8.000 mais caro na Europa do que na China.
Para além das possíveis vantagens financeiras, se se mantiver o software da Rivian, as marcas de volume como a Skoda e a Volkswagen poderão perder terreno significativo para concorrentes como as do universo Stellantis - que têm planos firmes para pôr software chinês nos seus futuros modelos.
Se a solução chinesa vier mesmo a ser adotada, poderá estar em cerca de três quartos dos modelos da próxima geração entre as marcas Volkswagen, Cupra e Skoda.
A arquitetura da Rivian para os mercados ocidentais poderá não estar suficientemente desenvolvida antes do fim de 2028 para equipar a próxima geração de viaturas elétricas do Grupo Volkswagen - apesar de ter a sua estreia programada para o final do próximo ano com o modelo derivado do concept ID. Every1.
Atualmente, o software desenvolvido com a Xpeng é exclusivo para os Volkswagen da China, embora o grupo tenha os direitos de propriedade intelectual. Para os mercados ocidentais, a aposta passa por uma parceria com a Rivian, num investimento de 5,8 mil milhões de dólares anunciado em 2024.
O desenvolvimento do software para os automóveis é um dos desafios que o Grupo Volkswagen enfrenta - também devido à complexidade da sua estrutura, com marcas de posicionamentos muito diferentes, o que dificulta soluções que possam ser escaláveis e comuns a vários modelos.
Mas nem todos na empresa ficam convencidos pelas potenciais vantagens de adotar a arquitetura chinesa - por exemplo, há quem desconfie dos possíveis desafios e do custo de adaptação da plataforma aos regulamentos europeus.
Presidente alemão experimentou Volkswagen elétrico chinês em HefeiFrank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha, experimentou um veículo elétrico da Volkswagen desenvolvido com parceiros chineses como a Xpeng, no âmbito de uma visita às instalações do fabricante em Hefei na China.
Lusa | 07:29 - 28/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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