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Voo entre Lisboa e Roma alvo de ameaça de bomba. "Nada detetado"

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 5 min de leitura
Voo entre Lisboa e Roma alvo de ameaça de bomba. "Nada detetado"

Um avião da Ryanair que fazia a ligação entre Roma e Lisboa foi alvo de ameaça de bomba na manhã desta sexta-feira, mas, de acordo com o que a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) disse ao Notícias ao Minuto, "não foi detetado nada" no âmbito da vistoria que decorreu, e que já foi dada como terminada.

 

A notícia foi avançada ao início da manhã pela CNN Portugal e confirmada pelo Notícias ao Minuto junto das autoridades.

De acordo com o que foi detalhado pela emissora que adiantou a informação, o alerta foi dado à PSP por um agente, cuja validade foi validade desde logo pela Polícia Judiciária (PJ). 

Posteriormente, a Direção Nacional da PSP confirmou que "recebeu uma comunicação através dos mecanismos de cooperação policial internacional, relativa a uma ameaça de bomba dirigida ao voo FR8197, da companhia aérea Ryanair, com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e destino a Roma, Itália".

As autoridades explicaram ainda que o alerta foi dado às 7h20, quando o avião que ia assegurar o voo FR8197 "se encontrava ainda em aproximação ao Aeroporto de Lisboa", numa viagem respeitante ao voo FR8196, vinha, note-se, também de Roma.

Passageiros novamente submetidos a inspeção (e resultado "negativo")

Note-se que "perante a natureza da ameaça e os elementos disponíveis", a PSP levou a cabo os procedimentos de segurança aeroportuária previstos para este tipo de ocorrências, "em articulação com a entidade gestora aeroportuária, a companhia aérea e as restantes autoridades competentes".

Isto significa que, "após a aterragem da aeronave em Lisboa, foi realizada uma vistoria de segurança por polícias da Unidade Especial de Polícia (UEP), com o objetivo de verificar a existência de eventuais objetos ou engenhos suscetíveis de comprometer a segurança da aeronave e dos seus ocupantes". Como medida de precaução, todos os passageiros e respetiva bagagem que se destinavam ao voo FR8197 fossem submetidos a procedimentos de rastreio de segurança antes do embarque.

Após terminada a vistoria da UEP, não foi "detetado qualquer engenho explosivo ou objeto suspeito". "As diligências de segurança realizadas tiveram, assim, resultado negativo", aponta ainda a Direção Nacional da PSP.

Na nota de esclarecimentos sobre a situação, a PSP refere ainda que trabalhou em "estreita articulação" com a Polícia Judiciária, autoridade esta que já tinha confirmado ao Notícias ao Minuto que "acompanhava a situação".

Ainda que não tenha sido encontrado nenhum engenho, as autoridades competentes encontram-se a desenvolver diligências "destinadas ao esclarecimento da origem e das circunstâncias da ameaça, não sendo, nesta fase, divulgados elementos adicionais suscetíveis de comprometer a investigação".

Dezenas de ameaças pela Europa, e-mails e Comissão Europeia

O caso registado em Lisboa junta-se a uma onda de falsas ameaças de bomba que na quinta-feira afetou pelo menos 25 voos entre países europeus, incluindo um voo que saiu do Porto com destino a Milão, levando a Comissão Europeia a ativar o mecanismo de partilha de informações entre Estados-membros.

Esta semana, vários países europeus registaram ameaças dirigidas a voos de diferentes companhias aéreas, incluindo Espanha, França, Bélgica, Áustria, Polónia, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Finlândia, Sérvia e Roménia.

Na terça-feira, foram igualmente reportadas situações semelhantes, incluindo num voo que fez a ligação Lisboa-Roma, tal como aconteceu hoje com um voo que saiu do Porto com destino a Milão, segundo a agência noticiosa italiana ANSA.

Uma célula extremista russa enviou um 'email' para os aeroportos italianos com ameaças de bomba contra seis voos: "A explosão ocorrerá dentro de 60 minutos. Hoje, o vosso céu ficará vermelho", dizia o 'email' citado pela agência ANSA.

A célula remete para o Muzhskoye Gosudarstvo, um movimento russo ultranacionalista e misógino - já conhecido das autoridades internacionais - fundado por Vladislav Pozdnyakov e proibido na Rússia.

"Nós, os combatentes do 'Estado Masculino', deixaremos a nossa marca na história com as nossas ações de hoje. O vosso regime feminista vai lembrar-se disto para sempre", referia ainda o 'email'.

Apesar das dezenas de voos afetados, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) considera que os alertas representam uma ameaça reduzida para a segurança aérea.

A AESA recorda que a avaliação e resposta a ameaças de bomba cabe às autoridades nacionais, em articulação com operadores aeroportuários, companhias aéreas e forças de segurança.

Perante a vaga de falsas ameaças registada na quinta-feira, que se soma aos incidentes ocorridos na terça-feira, a Comissão Europeia anunciou a ativação do mecanismo de intercâmbio de informações em matéria de segurança da aviação entre os 27 Estados-membros, ressalvando que ainda é cedo para determinar se todos os casos estão relacionados entre si.

[Notícia atualizada às 11h22]

Leia Também: Ameaças de bomba a voos e ataques a supermercados. O que se passa?

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