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Xi Jinping apresenta plano para reforçar disciplina interna do PCC

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Xi Jinping apresenta plano para reforçar disciplina interna do PCC

O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou hoje à cúpula do Partido Comunista Chinês (PCC) um projeto de resolução para reforçar a disciplina e a supervisão internas, após novas purgas de altos dirigentes e advertências sobre o incumprimento de ordens.

 

Xi, também secretário-geral do partido, apresentou o projeto durante a quinta sessão plenária do XX Comité Central, inaugurada hoje em Pequim, e fez um relatório de trabalho em nome do Politburo, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

O documento aborda o reforço de uma "governação integral e rigorosa" do partido, expressão utilizada pela liderança chinesa para designar as medidas de disciplina, supervisão e combate à corrupção, um problema que se tem revelado endémico em todos os níveis da organização.

A reunião, que decorrerá à porta fechada até quinta-feira, vai analisar o projeto de resolução, cujo conteúdo detalhado ainda não foi divulgado.

Em julho, o Politburo exigiu "padrões mais elevados" e "medidas mais concretas" para resolver os problemas internos do partido, reconhecendo que "profundas mudanças dentro e fora da China" colocam "novos desafios" ao controlo e à supervisão da organização.

Segundo a descrição do projeto analisada pela direção do partido em setembro, o documento faz um balanço das medidas anteriores e estabelece as prioridades para os próximos anos.

O debate envolve uma organização com mais de 100 milhões de militantes, que controla as instituições do Estado, as Forças Armadas e os principais centros de decisão da segunda maior economia mundial.

Embora Xi tenha concentrado o poder desde que assumiu a liderança do PCC, em 2012, o próprio dirigente reconheceu a existência de obstáculos à aplicação das suas decisões.

Num discurso proferido em janeiro e publicado este mês pela revista oficial do PCC Qiushi, Xi criticou o facto de algumas orientações "não serem aplicadas ou serem aplicadas incorretamente" e denunciou dirigentes que proclamam lealdade, mas que, "na prática, cumprem as ordens apenas na aparência e continuam a agir à sua maneira".

A reunião realiza-se numa altura em que as expulsões dos generais Zhang Youxia e Liu Zhenli, anunciadas em setembro por acusações de corrupção e outras infrações, aguardam ratificação pelo Comité Central.

Os afastamentos deixaram a Comissão Militar Central, o principal órgão de comando das Forças Armadas chinesas, com apenas dois membros: Xi Jinping e o general Zhang Shengmin, contra os sete que integravam o organismo em 2022.

Desde que chegou ao poder, em 2012, Xi tem promovido uma campanha anticorrupção que atingiu dirigentes locais, ministros, responsáveis de empresas estatais e altos comandos militares.

Os organismos disciplinares chineses sancionaram 412.000 pessoas no primeiro semestre de 2026, incluindo 74 dirigentes de nível provincial ou ministerial.

O plenário realiza-se cerca de um ano antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o outono de 2027, quando deverão ser renovados os principais órgãos dirigentes do partido, sem que tenha surgido até agora uma figura visível para suceder a Xi Jinping.

Leia Também: China. PCC reúne Comité Central após purgas e congresso de Xi

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