"Ações decisivas adicionais". Volvo corta 2.500 empregos em todo o mundo
A Volvo prepara-se para cortar cerca de 2.500 empregos em todo o mundo, num esforço para reduzir as suas despesas. Aproximadamente 2.000 destes postos de trabalho são na Suécia.
Segundo um comunicado, o objetivo é diminuir os gastos indiretos e com custos variáveis em mais cinco mil milhões de coroas suecas (um valor que supera os 448 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).
É uma resposta que surge no seguimento dos resultados do terceiro trimestre deste ano - que revelaram um prejuízo de 3,7 mil milhões de coroas suecas (mais de 332 milhões de euros à taxa de câmbio atual) antes de juros e impostos (e de 1,6 mil milhões de coroas suecas, ou 143,6 milhões de euros de janeiro a setembro).
Já o prejuízo líquido foi de 5,7 mil milhões de coroas suecas (512 milhões de euros) entre junho e setembro e de 4,6 mil milhões de coroas suecas (algo como 414 milhões de euros) no acumulado dos nove primeiros meses do ano.
O prejuízo operacional líquido duplicou para 3,2 mil milhões de coroas suecas, o que equivale a algo como 288 milhões de euros de janeiro a setembro e de 5,6 mil milhões de coroas suecas (502,7 milhões de euros) no terceiro trimestre.
As vendas a retalho caíram 11 por cento de julho a setembro face ao mesmo período de 2025, sendo que a quebra é de 10 por cento considerando o acumulado desde janeiro (460 mil viaturas vendidas). As receitas apresentaram um tombo de 23 por cento e de 17 por cento, respetivamente, para 66,9 milhões de coroas suecas (6 milhões de euros) e 217,2 milhões de coroas suecas (perto de 19,5 milhões de euros).
Há diversos fatores por trás destes resultados, em especial "o mix de vendas e preço, os menores volumes de vendas por grosso, a quebra de vendas de licenças, custos mais elevados das matérias-primas e efeitos desfavoráveis das taxas de câmbio estrangeiro" - segundo se lê no documento oficial.
Só na China, as receitas da Volvo caíram quase 50 por cento face ao mesmo período do ano passado, algo que o fabricante sueco atribui à forte concorrência dos modelos chineses e à pressão dos preços. Mas também nos Estados Unidos da América existem desafios - como as tarifas e o fim dos incentivos para a compra de carros elétricos, bem como a revisão dos créditos CAFE.
Hakan Samuelsson, presidente e diretor-executivo da Volvo Cars, disse em comunicado: "Continuamos a operar num ambiente muito complicado, com fortes desafios externos: a desglobalização, forte concorrência e alterações climáticas. Estamos convencidos de que temos a estratégia de longo termo certa para responder a estes desafios. No entanto, no curto prazo, com os volumes severamente desafiados, precisamos de reforçar o nosso plano de recuperação com ações decisivas adicionais, baixando o nosso ponto de equilíbrio e melhorando os fluxos de caixa para nos tornar mais resilientes".
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Bernardo Matias | 11:03 - 24/09/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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