Aeroporto de Riade reabre com houthis a avisarem que é um "alvo militar"
O aeroporto internacional de Riade reabriu hoje dois dos cinco terminais, após um ataque dos rebeldes houthis do Iémen, que consideram a infraestrutura "um alvo militar", ter causado 13 mortos há duas semanas.
A conta oficial do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, informa que, a partir de hoje, o terminal 1 foi destinado aos voos domésticos, enquanto o terminal 2 será reservado aos voos internacionais, com utilização exclusiva por companhias aéreas sauditas, sem especificar o estado das restantes instalações danificadas pelas ações dos houthis.
Por outro lado, a partir de hoje, os voos da Riyadh Air — a segunda companhia aérea de bandeira da Arábia Saudita, a seguir à Saudia — partirão do aeroporto de Al Qassim, em vez de Riade, situado na província de Al Qassim, no centro do reino, detalha a companhia no seu 'site'.
Apesar desta reabertura, as companhias aéreas internacionais continuam com as ligações suspensas de e para a Arábia Saudita.
Por seu lado, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, reiterou o seu aviso a "todas as companhias aéreas globais, regionais e locais, bem como aos seus funcionários e passageiros, sobre o perigo de transitar" pelo aeroporto da capital, uma vez que este é "inseguro e constitui um alvo militar".
Sarea ameaçou a Arábia Saudita — que lidera a coligação militar desde que interveio na guerra no Iémen em 2015 contra os houthis e a favor do Governo iemenita reconhecido internacionalmente — afirmando que "sofrerá as consequências de qualquer operação no aeroporto e as suas repercussões", acrescentando que "nunca será um local seguro".
Entretanto, o porta-voz da coligação, Turki al Maliki, assegurou que hoje já foram intercetados e destruídos dois drones e um míssil balístico lançados pelos insurgentes contra a província de Riade.
Sarea reiterou assim as suas ameaças contra o país do Golfo Pérsico caso a aliança prossiga com a sua campanha aérea nas zonas sob controlo dos insurgentes no Iémen, onde os houthis conduzem, em paralelo, uma ofensiva para arrebatar a costa sudoeste às forças leais ao Governo iemenita.
Desde O verão que se tem vindo a desenrolar uma ofensiva por ambas as partes, que se intensificou no início de setembro, depois de o exército iemenita — organização sob o patrocínio da Arábia Saudita — ter reivindicado, em julho passado, um ataque contra o aeroporto internacional de Sanaa — sob controlo houthi — devido à aterragem de um avião iraniano.
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