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Alunos protestam em Lamego por pavilhão desportivo degradado

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Alunos protestam em Lamego por pavilhão desportivo degradado

A Câmara de Lamego vai recuperar a cobertura do pavilhão desportivo da Secundária da Sé, o que será "um remendo", porque o estabelecimento de ensino necessita de obras de 12 milhões de euros (ME), admitiu o presidente da autarquia.

 

"Vamos fazer uma coisa muito simples, que é reparar a cobertura do pavilhão, cerca de 200 metros quadrados, mas é um esforço inglório, porque aquilo não tem condições de ser recuperado, terá que ser reconstruído", explicou à agência Lusa Francisco Lopes (PSD/CDS-PP).

Alunos da Escola Secundária da Sé, em Lamego, no distrito de Viseu, manifestaram-se hoje junto ao edifício da Câmara Municipal e exigiram voltar a ter condições no pavilhão desportivo, para que deixe de ser preciso irem a pé para o Pavilhão Multiusos, onde têm decorrido as aulas.

Francisco Lopes disse que para que seja possível "uma solução breve, no prazo de cerca de 90 dias", será feita essa recuperação da cobertura, mas é urgente avançar para a solução definitiva de requalificar os vários edifícios da Escola Secundária da Sé.

"Temos a obra adjudicada há um ano e meio e, de uma forma absolutamente escandalosa, o governo não decide a distribuição do dinheiro do empréstimo que contraiu com o Banco Europeu de Investimentos. Está-nos a colocar numa situação insustentável de termos obras adjudicadas e não termos financiamento para as fazer", criticou.

O autarca social-democrata alertou que, "um dia destes, os empreiteiros decidem rescindir o contrato" e a Câmara terá de pagar "milhões de euros de indemnização, ou seja, pagar para não fazer obras que deviam estar a ser feitas".

Francisco Lopes explicou que a obra seria comparticipada a 100 por cento, "porque é um compromisso da lei da transferência de competências e do protocolo estabelecido pelo governo com a Associação Nacional de Municípios".

"É uma obrigação do Estado assegurar a requalificação das escolas que, como a nossa, não têm condições adequadas de funcionamento e entregá-las em boas condições", sublinhou.

O autarca considerou que "o Estado está a fugir à sua obrigação de financiar estas escolas" e que o ministro da Educação "vai ter de repensar esta posição", caso contrário a autarquia não terá condições de continuar a gerir "uma escola que tem um pavilhão desportivo a cair e outro edifício (antigas oficinas) com problemas estruturais graves".

Segundo Francisco Lopes, o projeto – que prevê a requalificação dos três edifícios da escola e dos arranjos exteriores – "foi desenvolvido de acordo com as regras definidas para o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), ou seja, com nível de eficiência energética máximo e respeitando os preços por metro quadrado".

"Aguardo que o ministério nos dê uma resposta, quer às posições que já foram feitas pelo município, quer às que foram feitas pela direção do agrupamento, que obviamente também não se sente confortável com esta situação de ter parte dos edifícios escolares em colapso", acrescentou.

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Lusa | 16:27 - 21/10/2026

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