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Ameaças de bomba falsas em aviões? O que têm dito as autoridades

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 6 min de leitura
Ameaças de bomba falsas em aviões? O que têm dito as autoridades

Uma vaga de falsas ameaças de bomba têm afetado o setor da aviação um pouco por toda a Europa. Ainda esta sexta-feira, um dos alertas referia-se a um voo da Ryanair entre Lisboa e Roma, que acabou por partir com duas horas de atraso face à vistoria de segurança ao aparelho que teve de ser realizada por elementos da Unidade Especial de Polícia (UEP).

 

Durante esta semana, vários países europeus registaram ameaças dirigidas a voos de diferentes companhias aéreas, incluindo Espanha, França, Bélgica, Áustria, Polónia, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Finlândia, Sérvia e Roménia.

O  modus operandi em todos os casos é o mesmo: e-mails anónimos enviados a instituições, autoridades aeroportuárias e operadores, alertando sobre a suposta presença de explosivos em aeronaves comerciais.

Mas o que dizem as autoridades?

Apesar das dezenas de voos afetados, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) considerou que os alertas representam uma ameaça reduzida para a segurança aérea. A AESA recordou que a avaliação e resposta a ameaças de bomba cabe às autoridades nacionais, em articulação com operadores aeroportuários, companhias aéreas e forças de segurança.

Já a Comissão Europeia anunciou a ativação do mecanismo de intercâmbio de informações em matéria de segurança da aviação entre os 27 Estados-membros, ressalvando que ainda é cedo para determinar se todos os casos estão relacionados entre si.

E em Portugal?

A ANA - Aeroportos de Portugal questionada pelo Notícias ao Minuto garantiu que "está a acompanhar estas ocorrências, que estão a acontecer a nível europeu, em estreita articulação com as autoridades de polícia, disponibilizando todos os meios necessários e reforçando as equipas de apoio ao passageiro de forma a minimizar os eventuais constrangimentos causados", remetendo outras informações para a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Por seu lado, a PSP referiu também que "manteve, desde o primeiro momento, uma estreita articulação com a Polícia Judiciária, designadamente no âmbito da cooperação policial internacional, bem como com a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), a entidade gestora aeroportuária e a companhia aérea envolvida".

"As autoridades competentes encontram-se a desenvolver diligências destinadas ao esclarecimento da origem e das circunstâncias da ameaça, não sendo, nesta fase, divulgados elementos adicionais suscetíveis de comprometer a investigação", continuou, acrescentando que "a segurança da aviação civil constitui uma prioridade permanente, sendo todas as ameaças avaliadas e tratadas com o rigor exigido, através de uma atuação coordenada entre as entidades responsáveis pela segurança aeroportuária".

A NAV Portugal, responsável pela gestão do tráfego aéreo, explicou, também em resposta ao Notícias ao Minuto, esta tarde, que "a gestão de alterações de rota, desvios e divergências faz parte da atividade normal do controlo de tráfego aéreo. Estas situações podem ocorrer por diferentes motivos e são geridas diariamente, de acordo com os procedimentos aplicáveis, com prioridade permanente à segurança".

"Desta forma, quando uma aeronave precisa de alterar o seu percurso ou divergir, a NAV Portugal acompanha a situação no âmbito das suas responsabilidades, assegurando a coordenação necessária com os intervenientes relevantes e prestando o apoio operacional ao voo", reforçou.

Segundo a NAV, "os procedimentos para lidar com alterações à operação estão previstos e são objeto de preparação e treino", garantindo que "mantém-se focada em garantir a segurança e a continuidade da gestão do tráfego aéreo".

As ameaças

Os alertas já afetaram pelo menos 25 voos entre países europeus. À semelhança do sucedido nos últimos dias, autoridades de toda a Europa relataram hoje uma nova vaga de ameaças de bomba contra voos comerciais, incluindo um avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, o que forçou a uma vistoria de segurança do aparelho por elementos da Unidade Especial de Polícia (UEP).

Em todos os casos, as ameaças revelaram-se falsas, mas aumentam as preocupações com ataques híbridos, num momento em que a Europa lida com outras perturbações recentes, tais como recorrentes ataques a sistemas de refrigeração de supermercados em vários países e incursões de drones.

Na Hungria, o ministro da Defesa afirmou que caças militares escoltaram três aviões de passageiros distintos pelo espaço aéreo do país, no espaço de uma hora, na sequência de ameaças de bomba, precisando que se tratava de voos de Bruxelas para Sófia e de Praga para Chipre e Roménia.

O governo irlandês considerou "provável" que a vaga de falsos alertas faça parte de "uma campanha coordenada destinada a causar perturbações" e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, advertiu que estão em curso ciberataques "contra infraestruturas civis" na Europa. 

Também o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou que "foram feitas hoje quatro novas ameaças de bomba contra aeronaves que sobrevoavam o território francês", tendo os aviões aterrado em segurança no Aeroporto de Orly, em Paris, onde peritos em desativação de bombas realizaram as necessárias inspeções.

Outros incidentes incluíram ameaças contra um voo de Praga para Bucareste operado pela companhia aérea romena Tarom, e um outro também com partida da capital checa, operado pela WizzAir, com destino a Roma, que acabaria por ser desviado para Veneza.

Em Copenhaga, a polícia dinamarquesa informou que se deslocou ao aeroporto pelo segundo dia consecutivo "devido a ameaças dirigidas ao tráfego aéreo".

Leia Também: Ameaças de bomba a voos e ataques a supermercados. O que se passa?

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