Ataque russo com mísseis balísticos contra Kyiv faz pelo menos um morto
Pelo menos uma pessoa morreu na sequência de um novo ataque russo com mísseis balísticos contra a capital da Ucrânia, Kyiv, informou o presidente da câmara da cidade.
Segundo o autarca, Vitali Klitschko, o alvo dos mísseis russos foram vários armazéns no bairro de Darnitsia, na capital ucraniana.
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou entretanto a morte de um funcionário da Central Nuclear de Zaporijia — na região ucraniana de Energodar e sob controlo russo — após um ataque com drones não identificados.
"Qualquer ataque contra o pessoal de uma central nuclear é completamente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis para a Segurança Nuclear e a Segurança durante um conflito armado", condenou o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi.
Pelo menos 13 pessoas morreram e cinco ficaram feridas hoje durante um ataque com um drone russo a uma plataforma na estação ferroviária de Dnipro, uma grande cidade no centro-leste da Ucrânia, informou o governador regional Oleksandr Ganzha na rede social Telegram.
O drone a jato embateu numa plataforma onde se encontrava um comboio, detalhou a companhia ferroviária nacional Ukrzaliznytsia, acrescentando que as vítimas também se encontravam na plataforma. Apesar do alerta de ataque aéreo, havia pessoas na plataforma, informou a empresa num comunicado.
Só em setembro, mais de 5.800 comboios tiveram de ser retirados devido a ameaças de ataques, declarou a Ukrzaliznytsia à agência de notícias AFP no início de outubro.
A Força Aérea ucraniana declarou hoje que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.
Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.
Por outro lado, as autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.
O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.
Depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
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