Caetano Veloso organiza ato musical pela democracia no Rio de Janeiro
O cantor brasileiro Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia para o próximo domingo, 18 de outubro, no Rio de Janeiro. A ele vão juntar-se artistas como Chico César, Moreno Veloso, Francis Hime, Olívia Hime, Jorge Vercillo, Kleber Lucas, Jota.Pê, Duda Beat, Xamã e Edu Krieger.
O ato musical acontece pelas 16h, no Posto 5 de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que estará a decorrer, na Avenida Paulista, em São Paulo, uma manifestação a favor da vitótia de Flávio Bolsonaro.
A convocação surge numa altura em que uma série de apoiantes de Lula da Silva estão a mobilizar-se para tentar reverter a desvantagem petista na corrida para a Presidência do Brasil.
A manifestação, organizada pela 342 Artes e pela Mídia Ninja, tem como bandeiras a defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito de reunião pacífica.
A uma semana da segunda volta das eleições, a cultura brasileira volta a ocupar as ruas em defesa da democracia. Depois da convocação feita por Caetano Veloso nas redes sociais, na passada terça-feira, vários artistas quiseram associar-se à iniciativa e muitos outros deverão juntar-se até lá.
Antes disso, durante a manhã, haverá também uma outra manifestação no Rio de Janeiro convocada por várias entidades estudantis. Trata-se de um ato pró-Lula, agendado para as 11h00 locais, na Candelária, no centro da cidade, que contará com a participação de estudantes e movimentos da juventude.
Desde a semana passada, estudantes, trabalhadores, sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais e sindicais, e coletivos culturais têm organizado manifestações em capitais e cidades do interior, levando às ruas temas como a defesa da educação pública, dos direitos trabalhistas e da soberania nacional.
Ação tentou impedir ato musical. TSE rejeitouEntretanto, na quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou uma ação que tentava impedir o ato musical promovido por Caetano Veloso, na praia de Copacabana, alegando que o evento seria um espetáculo-comício a favor de Lula da Silva sem fazer referência ao candidato.
Os autores da ação alegavam que a participação de artistas de projeção nacional, associados a manifestações anteriores de apoio ao presidente, indicaria uma tentativa de captação de votos, o que viola a legislação eleitoral, que proíbe a realização de espetáculos desse tipo.
O magistrado André Mendonça rejeitou o processo, mas determinou o seu envio à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para avaliação e adoção das providências cabíveis, noticia O Globo.
A decisão não obriga o Ministério Público brasileiro a abrir uma investigação, mas, na prática, mantém a possibilidade de que os factos sejam examinados pela Procuradoria.
Flávio Bolsonaro terminou a primeira volta das eleições à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do atual presidente. Os dois voltam a disputar a presidência a 25 de outubro, data da segunda volta. A campanha petista tem intensificado os atos de rua e ações voltadas à mobilização de eleitores para tentar reverter o resultado da primeira votação.
Flávio Bolsonaro lidera sondagem, mas vantagem diminui em relação a LulaCandidatos estão em empate técnico, mas Flávio Bolsonaro reúne 47% das intenções de voto. Bolsonaro e e Lula da Silva disputarão a presidência do Brasil numa segunda volta, marcada para 25 de outubro.
Notícias ao Minuto | 23:59 - 15/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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