Câmara de Aveiro investe 4,5 milhões no Museu da Terra em Requeixo
A Câmara de Aveiro vai avançar com a criação do Museu da Terra, na Quinta da Costa, em Requeixo, para valorizar o património rural e tradições, num investimento de quase 4,5 milhões de euros, foi hoje anunciado.
O projeto deste equipamento cultural, que pretende preservar e divulgar o património, as tradições e os modos de vida rurais do território, foi apresentado esta sexta-feira, no âmbito da presidência descentralizada que está a decorrer esta semana naquela freguesia.
"O Museu da Terra será dedicado à etnografia, à construção tradicional em adobe e à memória e identidade rural de Requeixo e da região envolvente", refere uma nota camarária.
Com uma área de 39.200 metros quadrados e uma longa história de utilização agrícola, a Quinta da Costa será objeto de uma intervenção de recuperação e valorização do património edificado e rural existente.
O projeto, que representa um investimento de 4.499.734,09 euros, prevê a criação de um conjunto de espaços expositivos e educativos, distribuídos ao longo do relevo natural da propriedade e integrados na paisagem.
A intervenção contempla a recuperação e valorização dos elementos patrimoniais existentes, bem como a construção de novos edifícios, ligados entre si por percursos em rampa que permitirão aos visitantes conhecer as diferentes áreas do equipamento.
O futuro Museu da Terra contará com uma exposição permanente dedicada à etnografia e às tradições rurais, um centro do adobe, uma sala de exposições temporárias, uma sala polivalente e espaços destinados ao serviço educativo. O programa inclui ainda receção, áreas administrativas e uma pequena cafetaria.
No exterior, o pomar e uma área com animais de quinta irão complementar a experiência dos visitantes, promovendo o contacto com a natureza e a compreensão dos antigos modos de vida e práticas agrícolas.
A componente ambiental e paisagística assume também particular importância no projeto, que prevê a preservação do relevo natural, dos muros tradicionais, dos charcos existentes e das espécies vegetais autóctones.
A integração dos novos edifícios no terreno, nomeadamente através da utilização de coberturas verdes, procura minimizar o impacto da construção na paisagem.
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