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Centristas abertos a viabilizar governo com esquerda ou direita na Suécia

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Centristas abertos a viabilizar governo com esquerda ou direita na Suécia

O Partido do Centro sueco anunciou hoje que está aberto a governar com a esquerda ou com a direita e deu um prazo de uma semana aos partidos Social-Democrata e Moderado para apresentarem uma proposta de governo.

 

O anúncio chega horas após o partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD) ter renunciado a qualquer pretensão de fazer parte de um futuro governo e ter viabilizado a formação de um Governo de centro-direita.

A líder do Partido do Centro, Elisabeth Ringqvist, solicitou aos social-democratas e aos moderados um "pacote político completo" que detalhe as propostas e o seu financiamento, bem como informações sobre quais os partidos que se encarregariam de as implementar, deixando, além disso, pouca margem de manobra aos eventuais parceiros minoritários da coligação.

"Queremos respostas na próxima sexta-feira", afirmou Ringqvist numa conferência de imprensa, na qual se dirigiu diretamente aos social-democratas e aos moderados.

"Não podemos continuar à espera para avançar passo a passo. Agora será uma negociação paralela", afirmou, segundo a televisão sueca.

Horas antes, o líder do SD, Jimmie Akesson, transferiu a pressão para o Partido do Centro ao recusar-se a integrar um futuro governo liderado pelo atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, com o apoio dos outros partidos da direita.

"Cheguei à conclusão de que esta é uma boa decisão para os Democratas da Suécia e, a longo prazo, uma boa decisão para o país", afirmou Akesson sobre uma medida que foi recebida com satisfação por Kristersson, o qual salientou que isto poderia facilitar a formação do executivo e "tornar o que era muito difícil um pouco menos complicado".

Os Democratas da Suécia passarão, assim, para a oposição, mas Akesson advertiu que poderão "jogar essa carta" para derrubar o governo sempre que o considerarem necessário.

"Não o deixamos chegar ao poder porque seja bom, toleramos porque é o menos mau", afirmou, segundo a imprensa sueca.

O impasse político no país começou após o bloco de esquerda, que alcançou maioria absoluta nas eleições legislativas de 13 de setembro, não conseguiu formar governo devido a divergências entre os partidos que integravam esse bloco.

O Partido da Esquerda (socialista) só apoia um governo do qual faça parte, enquanto o Partido do Centro rejeita essa opção, recusando-se simultaneamente a apoiar qualquer governo de direita que dependa do SD.

O Partido Social-Democrata (SAP) foi o mais votado nas últimas eleições, com 28% dos votos, o seu pior resultado em quase um século; seguido pelo Partido Conservador, com 19,8%, e pelo SD, que recuou três pontos e perdeu o seu estatuto de segunda força parlamentar.

A Suécia está habituada a estas longas negociações: foram necessários 37 dias para formar Governo após as eleições de 2022, e 134 dias em 2018.

Extrema-direita disposta a viabilizar governo de centro-direita na Suécia

O partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), terceira força parlamentar, anunciou hoje que renuncia integrar um hipotético governo e admitiu viabilizar um governo que permita ao atual primeiro-ministro de centro-direita, Ulf Kristersson, continuar a governar.

Lusa | 14:11 - 06/11/2026

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