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China considera intercalares "assunto interno" e defende cooperação

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Minuto Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
China considera intercalares "assunto interno" e defende cooperação

A China classificou hoje as eleições intercalares norte-americanas como um "assunto interno" dos Estados Unidos e manifestou disponibilidade para continuar a cooperar com Washington em questões de interesse comum e na gestão das divergências bilaterais.

 

"As eleições intercalares são um assunto interno dos Estados Unidos", afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, durante uma conferência de imprensa, quando questionado sobre as eleições intercalares norte-americanas da véspera, nas quais os democratas impuserem uma pesada derrota política ao Presidente norte-americano, Donald Trump, ao recuperarem o controlo do Congresso, até agora dominado pelos republicanos.

"A China está disposta a continuar a trabalhar com os Estados Unidos para preservar e aplicar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, reforçar a comunicação e gerir adequadamente as divergências", declarou Mao Ning.

A porta-voz referia-se aos três encontros realizados em pouco mais de um ano entre os presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trump.

A China e os Estados Unidos estão envolvidos numa intensa competição estratégica, comercial e tecnológica, com repercussões à escala mundial.

As duas potências travaram uma dura guerra comercial em 2025, após o regresso de Trump à Casa Branca, antes de alcançarem uma trégua em outubro do mesmo ano, na sequência de um encontro entre os dois presidentes.

A trégua foi confirmada durante duas cimeiras realizadas em 2026, em Pequim e Washington, e prolongada temporariamente até 10 de janeiro.

Pequim evita habitualmente pronunciar-se sobre os assuntos internos dos seus parceiros internacionais.

Mao Ning reiterou, contudo, hoje o objetivo de manter uma relação bilateral "estrategicamente estável".

Leia Também: EUA. Noite histórica nas midterms: Viragem azul deixa Donald Trump "coxo"

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