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Coimbra leva 12 startups com soluções inovadoras à Web Summit

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Coimbra leva 12 startups com soluções inovadoras à Web Summit

Um sistema inteligente de apoio ao combate a incêndios, uma goma para ratos de laboratório e uma solução que transforma fibra ótica em sensores contínuos são algumas das propostas das 12 startups que Coimbra vai levar à Web Summit.

 

Coimbra apresentou hoje as 12 startups selecionadas para representar a cidade na Web Summit, que começa na segunda-feira em Lisboa, num evento que decorreu na antiga Estação Nova.

Uma das empresas é a RDefine, uma startup de biotecnologia, que está a desenvolver um produto intitulado Happillness, que procura substituir o atual procedimento de doseamento de fármacos a ratos de laboratório por uma goma "que funciona como um veículo completamente agnóstico para qualquer fármaco, com qualquer concentração", disse à agência Lusa a diretora executiva da empresa, Patrícia Lindeza.

Segundo a responsável, o procedimento atual (em que se recorre a uma sonda) "é altamente violento, causa dor e morte dos próprios ratos e contamina os resultados".

Apesar de terem como principais potenciais clientes a indústria farmacêutica e laboratórios, Patrícia Lindeza acredita que a solução (já patenteada para o contexto europeu) poderá ser também escalada para animais de companhia.

Na comitiva na Web Summit também estará a Sim4Safety, uma startup que desenvolve sistemas inteligentes de apoio à decisão em contexto de incêndios florestais (ajudando na prevenção, planeamento e no combate) ou a Sentiel.AI, que usa inteligência artificial para prever falhas em sistemas críticos, nomeadamente na energia, defesa ou espaço.

No setor aeroespacial, estará presente a Airsafe.AI, que desenvolve uma solução que permite a 'drones' voar para lá da linha de vista (com deteção e desvio automático de um obstáculo) e a FLYOU que pretende antecipar riscos na performance de pilotos, permitindo antecipar sinais de fadiga numa classe profissional com grandes níveis de 'burnout'.

Já a Fibersight propõe-se a transformar "fibras óticas em sensores contínuos", conseguido aferir a temperatura e humidade ao longo de toda a fibra ótica, com precisão de metro a metro, disse à Lusa Inês Alves, da empresa.

Segundo a responsável, a solução permite monitorizar infraestruturas, mas também detetar rapidamente fugas de água ou incêndios que ocorram próximos da fibra ótica, com a perspetiva de uso em infraestruturas críticas, como centros de dados ou aeroportos.

A Dormio pretende transformar um telemóvel pessoal num sensor do sono, permitindo a identificação mais fácil de riscos de apneia de sono, que se estima que esteja por diagnosticar a 80% a 90% das pessoas que sofrem desse distúrbio, explicou Daniela Serras, cofundadora da empresa e médica.

Na edição deste ano, Coimbra vai ter uma presença conjunta na Web Summit do município, da recente agência para o investimento e inovação Go Coimbra (antigo iParque), Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes e Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

Leia Também: Web Summit: Carris reforça mobilidade com shuttle e título conjunto

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