Pular para o conteúdo
Publicidade

Congresso de Espeleologia assinala 40 anos da Federação em Porto de Mós

M
Minuto Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Congresso de Espeleologia assinala 40 anos da Federação em Porto de Mós

O Congresso Nacional de Espeleologia vai dedicar, durante dois dias, um programa à investigação e partilha de experiências, realçando os 40 anos da Federação, num evento em Mira d'Aire, concelho de Porto de Mós.

 

"Teremos oportunidade de conhecer projetos, estudos e explorações desenvolvidos pela comunidade espeleológica, partilhar experiências e debater o passado, presente e o futuro da espeleologia em Portugal", afirmou à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia, Manuel Soares.

A edição deste ano do congresso, a oitava, que decorre nos dias 28 e 29 de novembro, em Mira d'Aire, no distrito de Leiria, coincide com os 40 anos da Federação, criada em 1986 para reunir associações e contribuir para o desenvolvimento da atividade em Portugal.

Bioespeleologia, ecologia subterrânea, espeleo-mergulho, geoespeleologia, inventariação de cavidades, projetos de exploração espeleológica e topografia são alguns dos temas em destaque, num encontro em que também se debaterão projetos, estudos e explorações.

"Mira d'Aire é praticamente o coração do maciço calcário de estremenho e onde está a nossa sede. Este local é também um bocado voltar à memória do primeiro congresso, que foi feito em 1988", adiantou o responsável, ao referir que a Federação possui, atualmente, 18 associações registadas.

Uma das preocupações é o futuro da espeleologia, que Manuel Soares assume "viver uma espécie de crise", algo que "é também transversal a toda a sociedade".

"Há falta de empenho de pessoas na prática deste tipo de atividades, que não sendo só desportivas, mas sim técnicas, precisam de dedicação. É preciso perder tempo a aprender a fazer espeleologia e a definir quais são os interesses das pessoas, que hoje estão pouco envolvidas neste tipo de atividades mesmo na componente científica", acrescentou.

Frisando ser necessário "chamar gente nova para a atividade", Manuel Soares constatou que, "muitas vezes, as pessoas fazem os cursos de aprendizagem, os cursos de nível 2 da federação, e depois não ficam".

"Escusam-se que não têm dinheiro para comprar tanto equipamento, que depois dá muito trabalho, têm de ter compromissos e acabam por não vir. Estamos com dificuldade em engrossar as fileiras, mas a Federação está empenhada em fazer o que pode", frisa Manuel Soares.

Para contrariar esta tendência, a Federação pretende recuperar sessões de técnicas de progressão vertical (TPV), criar uma maior aproximação às escolas e ter uma maior divulgação nos meios de comunicação social.

A difusão da informação não se resume à atividade técnica, mas também envolve investigação, cartografia, conservação da natureza, preparação técnica e colaboração entre praticantes.

O presidente da associação destacou ainda o protocolo que a Federação Portuguesa de Espeleologia assinou com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. "Somos neste momento uma Organização de Voluntariado de Proteção Civil (OVPC) o que significa que em caso de alguma emergência poderemos ser chamados para fazer socorro e transporte de vítimas em grutas para o exterior", revelou.

O programa de sábado, 28 de novembro, abrange várias áreas da espeleologia, abordando, por exemplo, a primeira participação portuguesa no Hiper-carso de Nakanaï 2023 (Papua-Nova Guiné), o espeleomergulho como ferramenta de investigação hidrogeológica ou os primeiros contributos para o conhecimento geomorfológico do carso litoral da Península de Peniche.

Haverá ainda várias intervenções sobre temas, como bioespeleologia, biodiversidade subterrânea de Portugal, impactos das alterações climáticas no habitat gruta e ecologia e conservação da fauna subterrânea da Grande Lisboa.

No domingo, através da projeção de vídeos e de conversas com espeleólogos de diferentes gerações, estão agendadas "Conversas do Acetileno", dedicadas ao período entre os anos 1960 e 1980 e ao percurso da própria Federação Portuguesa de Espeleologia.

Leia Também: Novas descobertas arqueológicas podem mudar narrativa da Arte do Côa

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.