"Desrespeito total". Mulher recebe ossadas que não pertenciam à mãe
Uma mulher recebeu um conjunto de ossadas que não pertenciam à mãe, quando deu início ao processo de trasladação dos restos mortais da progenitora para um jazigo particular, em Rio Claro, no Brasil. Como se não bastasse, a família ficou a saber que o corpo tinha passado por um procedimento de conservação que não tinha aprovado.
A mãe de Paula Aparecida Pinheiro, Maria Luísa Pinheiro, morreu em janeiro de 2023, aos 74 anos. Em julho do mesmo ano, a mulher perdeu a irmã, Marisa Aparecida, que sucumbiu a um cancro do pulmão. Como a família ainda não tinha um jazigo, os restos mortais de ambas foram colocados em gavetas provisórias no cemitério municipal, durante três anos.
Em 2026, Paula deu início ao processo de trasladação das familiares para um jazigo noutro cemitério. Ao conferir o saco atribuído à mãe, verificou que as ossadas não lhe pertenciam.
“Quando abri [o saco] da minha mãe, não era ela. A minha mãe não tinha dentes, usava dentadura. No lado direito [das ossadas] havia uma coroa dentária, do lado esquerdo um dente partido e na testa tinha um furo”, recordou, em declarações ao g1.
Depois de reclamar junto da administração do cemitério, o corpo de Maria Luísa foi localizado. Contudo, a família ficou a par de que os restos mortais foram alvo de um procedimento de conservação do qual não tinha conhecimento.
Na tarde de segunda-feira, as ossadas de Maria Luísa foram entregues à filha. Antes da sepultura no novo jazigo, Paula voltou a verificar o saco e reconheceu as roupas da mãe.
"É um sentimento de desrespeito total. E se não tivesse aberto o saco? Teria enterrado uma pessoa que não me é nada. Espero que isto não aconteça com outras pessoas", confessou.
A Prefeitura de Rio Claro lamentou o incidente e asseverou que o caso não provocou custos adicionais para a família. A par disso, negou que tenha sido feito um embalsamamento e indicou que o corpo passou por um procedimento de tanatopraxia, para higienizar, conservar temporariamente e melhorar a aparência estética do cadáver. Não foi concedida uma explicação para a troca das ossadas.
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