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Espanca namorada, dá-lhe banho e deixa-a a morrer. Autópsia denunciou-o

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Minuto Fonte Externa
17 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Espanca namorada, dá-lhe banho e deixa-a a morrer. Autópsia denunciou-o

Danielle Garrote, uma luso-brasileria de 43 anos, foi espancada até à morte no dia 5 de fevereiro deste ano, em Coimbra, pelo namorado, um condutor de TVDE, que se encontra a aguardar julgamento em prisão preventiva.

 

O homem  é suspeito de ter infligido agressões físicas violentas que levaram à morte da mulher na residência onde ambos viviam.

Horas após as agressões, o suspeito chamou o INEM e disse que a namorada se estava a sentir mal. As suspeitas eram de morte súbita.

No  entanto, este acabou detido pela Polícia Judiciária (PJ), depois de a autópsia ao cadáver ter revelado "múltiplas lesões corporais indiciadoras de morte violenta".

Oito meses após o homicídio surgem agora novos e chocantes detalhes. De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), divulgada pelo Correio da Manhã e hoje em destaque na imprensa brasileira, o homem terá espancado Danielle Garrote durante mais de uma hora.

Agride violentamente namorada e deixa-a a morrer em agonia

Após as violentas agressões, o motorista de TVDE deu banho à namorada, deitou-a na cama em agonia e foi trabalhar. Consigo levou o telemóvel da vítima para se certificar que esta não pedia socorro.

Só horas mais tarde, o suspeito ligou ao INEM. Tanto aos meios de socorro como à filha mais velha da vítima disse que esta se tinha sentido mal. Quando as autoridades chegaram ao local, Danielle já estava morta.

A autópsia acabou por pôr a descoberto o crime. Danielle, que deixou três filhos órfãos apresentava "múltiplos ferimentos no crânio".

O mesmo documento dá conta que a luso-brasileira já sofria de violência doméstica antes do crime e a situação era do conhecimento dos vizinhos que, inclusive, chegaram a gravar episódios violentos. No entanto, nunca apresentaram queixa.

Na altura da detenção do suspeito, a PJ revelou que o arguido era tão ciumento que obrigava a vítima a atendê-lo sempre em videochamada, para saber onde e com quem estava. Vasculhava o telemóvel da namorada à procura de mensagens e chamadas suspeitas e ainda "fomentava a dependência económica".

O julgamento do único suspeito do crime começa em breve, no Tribunal de Coimbra. O réu vai responder pelo crime de homicídio qualificado - que prevê uma pena máxima, de 25 anos de prisão -, assim como pela prática de um crime de violência doméstica e outro de ofensa à integridade física qualificada, por ter agredido um inspetor da PJ.

Precisa de ajuda?

Precisa de falar com alguém? Está a viver uma situação de sofrimento emocional, violência física ou psicológica? Ou conhece alguém que possa estar em perigo? Reunimos aqui todos os contactos de apoio, gratuitos e confidenciais, para pedir ajuda ou orientar quem precisa Pai que raptou filha em Bragança foi detido por tentativa de homicídio

Um homem de 51 anos foi detido por ser suspeito de tentativa de homicídio e condução perigosa após raptar a filha menor em Bragança, causando um acidente com sete feridos.

Notícias ao Minuto | 19:29 - 16/10/2026

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