Estes são os pedidos da Toyota à Europa para o futuro do setor automóvel
O futuro do setor automóvel europeu está num momento de definição, com o Pacote Automóvel e a Lei do Acelerador Industrial da União Europeia a serem documentos definidores. E o Reino Unido está a rever as regras de veículos de emissões zero.
Há mais de seis décadas no mercado, a Toyota quer ser ouvida e reivindica ser um fabricante europeu, como vincou o presidente e diretor-executivo da Toyota Motor Europe, Yoshihiro Nakata.
O dirigente interveio num comunicado emitido esta sexta-feira (16 de outubro), no qual são deixadas várias recomendações e pedidos aos legisladores.
"Fabricado com a Europa"No entender da Toyota, o princípio de "Fabricado na Europa" subjacente aos regulamentos em cima da mesa deve dar lugar ao de "Fabricado com a Europa", incluindo parceiros como o Japão, a Turquia e o Reino Unido.
Considera o construtor que criar uma regra de produção apenas na Europa "enviaria o sinal errado a investidores de longo termo" e que "um veículo fabricado na Europa reflete muito mais do que a origem das suas peças" - falando da pesquisa, desenvolvimento e engenharia, bem como dos empregos que sustenta.
Assim, a Toyota pede o reconhecimento de "um número limitado de parceiros confiáveis de comércio livre e união aduaneira com reciprocidade, bem como implementação gradual dos requisitos de conteúdo local ("atingir os 70 por cento após três anos, com base no valor de fábrica do veículo e reconhecendo o valor criado através de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e da montagem final").
Adiar mudanças radicaisPara a Toyota, a Europa deve evitar fazer alterações significativas aos requisitos dos automóveis antes de 2030, tendo em conta os ciclos de investimento no desenvolvimento. Quer, igualmente, um conjunto de regulamentos consistente em contratação pública, incentivos e frotas corporativas.
Por outro lado, os asiáticos pedem um limite de vendas gerais de veículos mais realista, de 70 por cento em vez de 85 por cento, "encorajando a localização" da produção - com a exclusão temporária das viaturas a célula de combustível de hidrogénio.
Combustíveis renováveis devem ser reconhecidosDo ponto de vista das normas ambientais, uma das propostas da Toyota que se destaca é o reconhecimento de veículos que usem combustíveis renováveis como sendo de emissões zero.
Recomenda, também, uma janela de cumprimento de cinco anos (2028 até 2032) para que a transição seja mais suave, assim como um objetivo da redução de dióxido de carbono nos 90 por cento em 2035 com os outros dez por cento compensados através de combustíveis renováveis e do uso de aço verde.
Os comerciais ligeiros, indica o comunicado dos japoneses, devem ser considerados de forma separada com uma redução das emissões de 35 por cento em 2030 e de 80 por cento em 2035, com uma média de cinco anos que reflita as necessidades de autonomia, capacidade de carga e disponibilidade.
Por outro lado, a Toyota é da opinião que a União Europeia deve proceder a uma revisão regular das metas ambientais caso a procura ou a infraestrutura não acompanhem o ritmo previsto.
E o Reino Unido?Após o Brexit, o Reino Unido não está necessariamente alinhado com a União Europeia. O país está em processo de revisão do mandato de veículos de emissões zero, e a Toyota sublinha que o ritmo de transição deve refletir aquilo que os clientes procuram.
Pede um enquadramento regulamentar claro para sustentar investimentos, com metas realistas em 2030 (os veículos neutros a representarem 50 por cento das vendas de ligeiros de passageiros e 40 por cento das vendas de ligeiros de mercadorias). Também frisa que os regulamentos de 2035 devem ser já definidos para permitir o planeamento a longo prazo.
A Toyota espera igualmente que o Reino Unido fique mais alinhado com a União Europeia, com as mesmas abordagens a cinco anos, e que reconheça os combustíveis renováveis como uma arma na luta pela descarbonização. Por outro lado, o fabricante asiático quer que os britânicos mantenham as flexibilidades até 2035.
Automatizar fábricas pode custar um bilião por ano à ToyotaA automatização de fábricas pode custar caro à Toyota nos próximos anos - que estima a necessidade de desembolsar um bilião de ienes anualmente a partir de 2028 (o equivalente a milhares de milhões de euros).
Notícias ao Minuto | 10:35 - 21/09/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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