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EUA e Cuba em confronto durante debate sobre embargo na ONU

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
EUA e Cuba em confronto durante debate sobre embargo na ONU

O debate sobre o embargo norte-americano na Assembleia Geral das Nações Unidas foi hoje brevemente interrompido após uma troca de argumentos entre o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, e o chefe da diplomacia de Cuba, Bruno Rodríguez.

 

Tal como acontece todos os anos desde 1992, Cuba apresenta uma resolução, sem caráter vinculativo, sobre o embargo norte-americano.

A resolução está a ser debatida desde hoje e deverá ser submetida a votação esta quarta-feira.

Enquanto Waltz discursava para a assembleia, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano e outros diplomatas do seu país aproximaram-se da tribuna e exigiram a interrupção do discurso do embaixador norte-americano, que denunciava, entre outros pontos, a repressão na ilha comunista.

"Aqui são as Nações Unidas. Não é a vossa ditadura comunista. Não me podem silenciar", atirou Waltz, dirigindo-se ao chefe da diplomacia cubana, ao sair do púlpito para se aproximar dele.

"És um mentiroso", gritou Rodríguez.

A presidência da sessão suspendeu brevemente os trabalhos e solicitou que os representantes de ambos os países regressassem aos seus lugares.

A resolução pede o fim do embargo norte-americano, em vigor desde 1962. Este ano, o texto solicita ainda o encerramento do bloqueio ao fornecimento de petróleo, imposto por Washington desde janeiro.

Cuba acusa Washington de conduzir uma campanha de pressões "sem precedentes" para levar vários países a retirarem o seu apoio à resolução.

Tradicionalmente, Cuba conta com uma larga maioria de apoios.

No entanto, em 2025, a resolução obteve 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções, o nível mais baixo de apoio registado nos últimos vinte anos.

Havana tinha atribuído esta queda à campanha diplomática conduzida por Washington.

Cuba vive uma profunda crise energética e económica tanto por causas internas como externas e agravada pelo bloqueio petrolífero dos EUA desde janeiro, que mantém a economia estatal quase paralisada.

Os cubanos sofrem cortes de energia de mais de 20 horas diárias, os hospitais oferecem apenas alguns serviços mínimos e os preços dispararam de forma generalizada, especialmente dos alimentos e dos medicamentos nos mercados informais.

Leia Também: Cuba manterá "horário de verão" por mais um ano devido à crise energética

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