Forças sauditas destruíram dois mísseis houthis em direção a Riade
A coligação liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iémen, reivindicou hoje o derrube de dois mísseis balísticos disparados pelo movimento pró-Irão em direção a Riade, onde foram registadas oito explosões.
"As defesas aéreas intercetaram e destruíram dois mísseis balísticos lançados pela milícia terrorista houthis em direção a Riade", referiu o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, numa publicação na rede social X.
Ao início da noite de hoje, os jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram oito explosões na capital saudita, precedidas por mensagens de alerta enviadas pelas autoridades, que indicavam uma "ameaça aérea".
A Defesa Civil saudita também reportou um "perigo potencial" em Al-Kharj, a sudeste de Riade, e na cidade de Najran, no sul do país.
O grupo apoiado pelo Irão disse hoje, por sua vez, que um bombardeamento saudita fez pelo menos 12 mortos no oeste do Iémen.
"Segundo um balanço provisório, 12 pessoas foram mortas e outras três encontram-se em estado crítico após um ataque do inimigo saudita", indicou o Ministério da Saúde do movimento Houthi, num comunicado citado pela agência Saba.
O ataque atingiu casas na província de Taiz (oeste), detalhou a mesma fonte.
Os houthis e as forças sauditas, que apoiam o Governo iemenita, têm trocado diariamente ataques desde o retomar, em julho, do conflito no Iémen, país que voltou a ser palco de guerra no Médio Oriente após quatro anos de relativa acalmia.
No Iémen, na quarta-feira, os bombardeamentos sauditas, que atingiram, entre outros locais, um posto de abastecimento de combustível e um mercado, fizeram pelo menos 14 mortos na província de Al-Jawf (noroeste), na fronteira, segundo os houthis.
Por sua vez, visaram o aeroporto de Áden, cidade no sul que alberga a sede temporária do governo, expulso da capital, Sana.
Segundo o porta-voz das forças governamentais, Majed al-Nuzaili, esta é a sexta vez que o aeroporto é alvo de ataques. Informou a existência de civis feridos e danos materiais.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, justificou o ataque alegando "a presença de uma aeronave de carga militar" saudita "transportando armas destinadas a matar o povo iemenita".
A Arábia Saudita não comentou estas alegações.
Os combates no Iémen fizeram mais de 1.600 mortos e 275.000 deslocados, segundo dados da ONU, sem que se vislumbre qualquer solução diplomática.
Neste grave contexto humanitário, cerca de uma centena de líderes tribais iemenitas apresentaram hoje, na sede das Nações Unidas em Genebra, um "código de honra" que compromete os signatários a proteger os civis e a garantir o acesso à ajuda humanitária.
Para Tatiana Valovaya, diretora-geral da ONU em Genebra, "as iniciativas com raízes locais, como esta, não podem substituir os esforços políticos, mas podem dar um contributo importante ao estabelecer confiança e fortalecer as bases sobre as quais se sustenta uma paz duradoura".
Leia Também: Arábia Saudita interceta mísseis dos houthis em ataque à capital Riade
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