Guiné-Bissau: General alvo de sanções nomeado chefe da Casa Civil
O Presidente de transição guineense, general Horta Inta-a, nomeou hoje o major-general Ibraima Papa Camará para o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República, foi noticiado pela comunicação social local.
Papa Camará substitui no cargo o tenente-general Sandji Fati, exonerado do cargo na última quarta-feira, sem que fossem publicados os motivos da decisão.
Ibraima Papa Camará figura nas listas de sanções fianceiras e restrições de viagem de vários organismos internacionais devido ao seu envolvimento no golpe de Estado de 2012 e a alegadas ligações ao tráfico internacional de droga.
O general conta com uma longa trajetória nas Forças Armadas da Guiné-Bissau, tendo exercido anteriormente as funções de Chefe de Estado-Maior da Força Aérea e de Inspetor-Geral das Forças Armadas.
Atualmente exercia as funções de presidente do Instituto da Defesa Nacional da Guiné-Bissau, cargo do qual foi hoje exonerado.
Nascido a 11 de maio de 1964, em Cacine, no sul, o oficial esteve integrado no autodenominado Comando Militar que assumiu a responsabilidade pelo golpe de Estado de 12 de abril de 2012.
Devido ao seu envolvimento na rutura da ordem constitucional em 2012 e a alegadas ligações ao tráfico internacional de droga, tendo sido designado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC) em 2010, Papa Camará figura nas listas de sanções financeiras e restrições de viagem de vários organismos internacionais.
As sanções foram endossadas também pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia e Governos dos Estados Unidos, Reino Unido, Suíça e Austrália.
Horta Inta-a, antigo chefe de segurança do ex-presidente Umaro Sissoco Embaló, assumiu a presidência da Guiné-Bissau depois do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, interrompendo o processo eleitoral em vésperas da divulgação dos resultados provisórios.
Embaló, que a oposição reivindicava ter sido derrotado à primeira volta por Fernando Dias da Costa, acabou deposto pelos militares, que anunciaram um período de transição de 12 meses.
Inta-a anunciou eleições legislativas e presidenciais para o próximo dia 06 de dezembro, mas o Governo de transição e a Comissão Nacional de Eleições consideraram que não estão reunidas as condições para a sua realização.
Leia Também: Chissano lamenta "situações" na Guiné que impedem participação na CPLP
Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original
Leia Também
Ver todas as notícias →Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda.
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!
Deixe seu comentário
Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.