IGAI abre processo à intervenção policial na manifestação do Porto
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo administrativo para apurar as circunstâncias da intervenção policial ocorrida durante a madrugada de quinta-feira, 15 de outubro, na Praça D. João I, no Porto, onde dezenas de pessoas estavam acampadas em luta pelo direito à habitação.
De acordo com o Jornal de Notícias (JN), que avança com a notícia, o processo foi aberto "na sequência das notícias e imagens divulgadas publicamente".
À publicação do Norte, a IGAI adiantou que solicitou informações à Polícia de Segurança Pública (PSP) sobre a intervenção, com o objetivo de "apurar as circunstâncias da mesma e avaliação dos procedimentos adotados".
Recorde-se que, pelas 3h da madrugada de quinta-feira, uma musculada ação policial colocou um ponto final na manifestação que ocorria na Praça D. João I, na Invicta, pelo direito à habitação.
A intervenção da PSP, segundo o Movimento pela Habitação, causou ferimentos a 37 participantes, dois dos quais em estado grave. Entre os feridos está ainda uma pessoa com deficiência.
O movimento, que desde sábado está em protesto contra a crise na habitação e já montou por diversas vezes tendas na praça em questão, acusou as forças policiais de recorrerem a força "extrema, desproporcional e injustificada" e exigiu o apuramento rigoroso e independente dos acontecimentos.
Já o presidente da Câmara Municipal do Porto assim como o primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna defenderam que a atuação das autoridades foi legítima.
Após a polémica atuação da polícia e declarações dos governantes, milhares de pessoas acorreram na noite de quinta-feira à Praça D. João I para mostrar solidariedade com os manifestantes e com a causa, assim como o descontentamento com as palavras de Pedro Duarte, Luís Montenegro e Luís Neves.
Violência policial ou "desrespeito da lei"? Protesto continua: As reaçõesO presidente da Invicta, assim como o primeiro-ministro, defenderam hoje a PSP e a atuação desta na manifestação pelo direito à habitação, no Porto, que fez mais de 30 feridos, entre os quais uma pessoa portadora de deficiência. O caso está a gerar consternação mas não demoveu o protesto.
Natacha Nunes Costa com Lusa | 14:34 - 15/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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