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Incêndio deflagra antigo solar de Interesse Público. Há um ferido grave

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Minuto Fonte Externa
2 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Incêndio deflagra antigo solar de Interesse Público. Há um ferido grave

Um incêndio deflagrou hoje no antigo Solar da Quinta do Fidalgo, no concelho da Batalha, classificado como Imóvel de Interesse Público pelo instituto Património Cultural, provocou um ferido grave, um bombeiro, segunda a Proteção Civil.

 

Fonte do Comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria acrescentou à agência Lusa que o alerta para o incêndio, que foi dado pelas 16:30 e que pelas 19:10 combatiam as chamas, que continuavam a danificar o imóvel, 54 operacionais, apoiados por 18 viaturas, dos bombeiros e da GNR.

De acordo com fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana GNR), não há cortes de trânsito. "Há uma preocupação com o IC2 [itinerário complementar 2], devido aos mirones e há um controlo de trânsito na zona do incêndio para facilitar o trabalho dos bombeiros", explicou a mesma fonte, sublinhando que todas as vias estão transitáveis.

O presidente da Câmara da Batalha (distrito de Leiria), André Sousa, que se encontrava no local, informou que os dois edifícios do solar não tinham, neste momento, "qualquer utilidade", embora "um deles estivesse a ser reabilitado", sendo pertença de privados.

O solar remonta à primeira metade do século XVIII (concluído por volta de 1744), tendo acolhido o futuro rei D. José e o infante D. Pedro em 1744, conforme inscrição no portal principal.

O instituto público Património Cultural refere que o conjunto de dois edifícios está classificado como Imóvel de Interesse Público, tendo pertencido às famílias Salles Zuquet e Oliveira Simões, e ao Comendador Joaquim Salles Simões Carreira Júnior.

O Património Cultural informa ainda que o Solar foi alvo de uma "campanha de obras, já no século XX, que dividiu em dois a casa de habitação, remontando a esta época a abertura do portal Norte e respetiva escadaria de acesso".

"Já em 1941 foi edificada a capela anexa, de dimensões reduzidas, e as dependências agrícolas foram adaptadas e convertidas em habitações", acrescenta a nota, ao observar que a Quinta funcionou como Turismo de Habitação, "organizando ainda todo um conjunto de eventos variados".

O edifício chegou a ter uma função social, com a criação um infantário conhecido por "Menina Cilinha" (Maria Hercília Salles D'Oliveira Zuquet), disse ainda André Sousa.

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