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Israel acusa ONU de "propaganda" em relatório sobre Cisjordânia

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Israel acusa ONU de "propaganda" em relatório sobre Cisjordânia

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel classificou hoje de "propaganda" o relatório de uma comissão de inquérito da ONU que acusa o país de crimes contra a humanidade na Cisjordânia ocupada.

 

Este relatório "não é um relatório sobre os direitos humanos, mas antes um documento de propaganda desligado da realidade, que visa minar o direito de Israel de se defender, deslegitimar o Estado judaico e legitimar o terrorismo jihadista contra os seus cidadãos", afirmou a diplomacia israelita em comunicado.

A Comissão Independente da ONU que investiga os crimes nos territórios palestinianos ocupados acusou hoje Israel de cometer crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo "extermínio", mantendo as suas acusações de genocídio em Gaza.

Num relatório a apresentar hoje à Assembleia Geral da ONU, a comissão "conclui que as autoridades e forças israelitas cometeram crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo extermínio, tortura, violação e outras formas de violência sexual, bem como perseguição, com base em fundamentos discriminatórios sobrepostos, tendo como núcleo a nacionalidade, a raça e a etnia".

As posições das comissões independentes criadas por órgãos da ONU não refletem as da própria organização, tendo caráter temporário e relacionado com uma questão específica.

As comissões Independentes da ONU são criadas por um órgão da ONU, geralmente a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho dos Direitos Humanos ou, nalguns casos, o próprio secretário-geral. O órgão responsável pela criação define o mandato, o âmbito e o prazo da comissão.

Os membros atuam a título pessoal, e não como representantes dos seus governos. São, em geral, escolhidos pela sua competência técnica — tratando-se, por exemplo, de juristas, ex-juízes ou especialistas em direitos humanos.

No caso da comissão sobre os territórios palestinianos, os investigadores, que foram encarregados de analisar os assassinatos e danos físicos e psicológicos causados pelos agentes do Estado, apontam um grave aumento dos ataques aéreos israelitas contra a Cisjordânia desde 07 de outubro de 2023, data do ataque do grupo islamita Hamas contra Israel que deu início à guerra.

Em relação aos crimes imputados a Israel, a comissão observa que, enquanto entre 2018 e 06 de outubro de 2023 (um dia antes do ataque do Hamas) morreram seis palestinianos em ataques aéreos, entre 07 de outubro de 2023 e 30 de setembro deste ano, o número subiu para 254.

A comissão denuncia ainda a Autoridade Palestiniana pela perseguição de palestinianos com opiniões divergentes e pela falha em investigar de forma eficaz e imparcial as mortes ou ferimentos sofridos por jornalistas e defensores dos direitos humanos em ações levadas a cabo pelas forças de segurança palestinianas.

Comissão da ONU acusa Israel de crimes contra a humanidade na Cisjordânia

A Comissão Independente da ONU que investiga os crimes nos territórios palestinianos ocupados acusou Israel de cometer crimes contra a humanidade na Cisjordânia, incluindo "extermínio", mantendo as suas acusações de genocídio em Gaza.

Lusa | 14:19 - 26/10/2026

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