Israel: Ministro Ben Gvir pede para se aguardar resultados definitivos
O ministro israelita e líder do partido Otzma Yehudit (extrema-direita), Itamar Ben-Gvir, pediu hoje para se aguardar os resultados definitivos das eleições legislativas, após as projeções colocarem a oposição à frente do bloco do Governo.
"A noite ainda é uma criança", afirmou Ben-Gvir, na sua primeira intervenção após a divulgação das projeções.
O ministro da Segurança Nacional manifestou esperança de que se cumpram os resultados de uma sondagem à boca das urnas do canal de televisão israelita 14 - órgão de comunicação social que mantém uma linha editorial favorável à direita e com projeções que destoam das restantes estimativas.
Ben-Gvir também criticou a possibilidade de o Likud, liderado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, formar um Governo de unidade que inclua o líder da oposição, Gadi Eisenkot.
Para o ministro, esse cenário seria um "erro terrível" e que, na sua perspetiva, significaria "abrir mão dos interesses do Estado israelita".
As projeções dos canais 11, 12 e 13 colocam o partido Likud de Netanyahu como o individualmente mais votado (24 a 25 deputados, segundo as três), mas o seu bloco não vai além de 50 deputados, sendo 61 necessários para a maioria no parlamento israelita (Knesset, composto por 120 lugares).
As mesmas projeções dão ao Yashar! de Eisenkot 21 a 23 lugares, mas à coligação liderada por este partido 52 a 53 lugares, com os partidos árabes - Lista Conjunta e Ra'am - a alcançarem uma representação histórica de 17 a 18 deputados na primeira eleição no país desde o ataque do grupo extremista palestiniano Hamas, a 07 de outubro de 2023.
O sucesso dos partidos árabes poderá permitir-lhes definir o próximo primeiro-ministro, mas, até hoje, ambos os blocos recusaram-se a formar uma parceria com eles.
As projeções dos canais 11, 12 e 13 colocam a Lista Conjunta como 4º partido mais votado.
Os quatro partidos que compõem o bloco liderado por Eisenkot - Yashar!, B'Yashar, Os Democratas e Yisrael Beytenu - estão entre os seis mais votados.
Apesar de o partido Likud ser individualmente mais votado, os seus parceiros de coligação alcançam pequenas representações parlamentares, segundo as projeções.
Um resultado inconclusivo deixaria Israel num limbo político e poderia obrigar à repetição das eleições. Israel realizou cinco eleições entre abril de 2019 e novembro de 2022 devido a um impasse semelhante.
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