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Libertados os 55 manifestantes detidos no Rossio, em Lisboa

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Libertados os 55 manifestantes detidos no Rossio, em Lisboa

Os 55 manifestantes detidos hoje de madrugada na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, foram constituídos arguidos, libertados e notificados para apresentação no Tribunal de Pequena Instância, na quarta-feira, disse à Lusa fonte da PSP.

 

 
O porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), Sérgio Soares, avançou que os detidos ficaram com termo de identidade e residência, além de terem sido notificados para se apresentarem na quarta-feira no Campus de Justiça para serem ouvidos por um juiz.

A PSP deteve hoje 55 manifestantes que alegadamente resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa, que se encontrava no Rossio desde sábado.

De acordo com a polícia, foi desenvolvida "no dia de hoje, pelas 05:45, uma operação policial nacional devidamente coordenada, na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto". Foram apreendidas, na capital, 228 estruturas de acampamento pela Polícia Municipal.

Fonte policial adiantou à Lusa que 29 dos detidos são homens e 26 mulheres.

Por seu turno, a Acampada de Lisboa disse que a resistência "à carga policial" de quem pernoitava no Rossio foi feita de forma "absolutamente pacífica", sem provocação aos polícias, enquanto a PSP garante ter atuado de forma "calma, proporcional e adequada".

Em comunicado publicado na sua página na rede social Instagram, a Acampada de Lisboa revela que por volta das 05:45, "enquanto a maioria das pessoas dormia, o corpo de intervenção da PSP apareceu no local onde estava, desde sábado, a decorrer uma acampada para exigir soluções para a crise da habitação".

Segundo o relato sobre a ação policial, "em menos de 15 minutos, e, ao contrário do que aconteceu simultaneamente no Porto, não dando sequer tempo aos presentes para recolherem os seus pertences, a polícia começou a reprimir aqueles que têm lutado por esta causa tão justa".

Os protestos pelo direito à habitação e o custo de vida tiveram início em Portugal, na cidade do Porto, a 10 de outubro, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I, junto ao Rivoli, e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma "Não dá mais para viver assim" promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

A 15 de outubro o movimento que protestava no Porto desde o sábado anterior, com uma acampada que ali começou nesse dia, denunciou uma carga policial durante a madrugada que causou ferimentos em 37 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais.

A acampada alastrou à cidade de Lisboa e a 17 de outubro juntou na praça do Rossio centenas de pessoas, que ali pernoitaram após decisão em assembleia popular que diariamente se realiza pelas 19:00.

[Notícia atualizada às 14h26]

AO MINUTO: Dezenas de detidos ouvidos amanhã. As diferentes versões

Acompanhe aqui AO MINUTO os protestos pela habitação, que contam com acampadas em Lisboa e no Porto.

Notícias ao Minuto | 07:31 - 20/10/2026

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