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Lucro da BMW desceu e vendas também (muito por causa da China)

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Minuto Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Lucro da BMW desceu e vendas também (muito por causa da China)

Enquanto está a implementar um programa de reestruturação para um futuro sustentável, o Grupo BMW reportou uma quebra do lucro e das vendas no terceiro trimestre deste ano.

 

As contas apresentadas esta quarta-feira (4 de novembro) mostram um lucro líquido de 1.448 milhões de euros no terceiro trimestre (recuo de 14,7 por cento) e de 4.320 milhões de euros (descida de 24,4 por cento) nos primeiros nove meses de 2026.

O negócio dos automóveis representou 853 milhões de euros no lucro do terceiro trimestre (queda de 38,5 por cento) e 2.678 milhões de euros considerando o total do ano (menos 45,4 por cento).

A quebra do lucro também envolve parcialmente custos ligados à reestruturação, com 8.000 despedimentos só na Alemanha - o que poderá valer prejuízo ao setor automóvel em 2026.

Do lado da receita, houve uma quebra de 5,8 por cento entre julho e setembro, cifrando-se nos 30.452 milhões de euros (com o setor automóvel a contribuir com 26.669 milhões). No total do ano até ao fim de setembro, o Grupo BMW teve uma receita de 92.718 euros (menos 7,3 por cento do que em 2025), verba na qual 80.990 milhões de euros proveem dos automóveis.

China pesa muito nas vendas

No terceiro trimestre, o Grupo BMW entre todas as suas marcas entregou 551.075 viaturas, numa quebra de 6,3 por cento por comparação com o período homólogo de 2025. A Europa e os Estados Unidos da América até registaram crescimentos, mas a China continuou a ter um ambiente de mercado "desafiante" com uma forte quebra das vendas (114.445 unidades, menos 24,8 por cento).

Algo similar verifica-se se somarmos os nove primeiros meses de 2026: 1.707.802 milhões de veículos comercializados (descida de 4,9 por cento), com aumentos de 4,5 por cento na Europa e de 3,4 por cento nos EUA, mas com um tombo de 21,8 por cento na China.

Para além da China, em qualquer um dos períodos em causa o Grupo BMW também viu as suas vendas caírem na região Ásia-Pacífico, Europa de Leste, Médio Oriente e África (menos 10,9 por cento no terceiro trimestre e 10,1 por cento no acumulado).

Revisão em baixa

As perspetivas não são muito animadoras para o resto do ano, esperando-se uma margem EBIT potencialmente negativa (menos 0,5 a 0,5 por cento) numa revisão em baixa das expectativas anteriores - em parte devido à reestruturação que abrange um programa de saídas voluntárias.

A BMW estima impactos negativos nas suas receitas vindos de ameaças como os efeitos cambiais e matérias-primas, assim como dos preços e medidas de produto que pretendem estabilizar os preços de transação na China.

Por outro lado, o comunicado dos bávaros recorda os riscos de incerteza ligada ao desenvolvimento da inflação e da possibilidade de um novo escalar nos atuais conflitos geopolíticos.

Pode ler-se: "Considerando a imprevisibilidade dos desenvolvimentos macroeconómicos e geopolíticos, o crescimento económico em algumas regiões pode desviar-se das tendências e resultados esperados. Fontes relevantes de incerteza incluem as políticas comerciais e tarifárias, políticas de segurança, taxas de juro e um possível novo escalar dos conflitos comerciais internacionais".

Espera, ainda, uma contração significativa do mercado da China e está ciente do aumento da concorrência dos construtores chineses noutras "latitudes" e consequente ambiente mais competitivo.

Marcas europeias lideraram vendas de elétricos em Portugal em outubro

As marcas que mais carros elétricos venderam em Portugal no mês de outubro são europeias. No décimo mês do ano, a BMW superou a Mercedes-Benz, apesar de a Tesla liderar no acumulado.

Bernardo Matias | 07:53 - 04/11/2026

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