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Lula convencido de que o povo vai impedir "um miliciano" na presidência

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Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Lula convencido de que o povo vai impedir "um miliciano" na presidência

O Presidente brasileiro e candidato à reeleição, Lula da Silva, afirmou hoje, após votar, estar convencido de que os brasileiros impedirão um "miliciano" de chegar à Presidência, numa ataque ao seu adversário Flávio Bolsonaro.

 

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, de 80 anos, votou hoje por volta 10:00 (hora de Brasília) em São Bernardo do Campo, o seu berço político, na região metropolitana de São Paulo, na segunda volta do sufrágio que o pode levar à reeleição e ao quarto mandato.

De camisa branca e com um autocolante com o número 13 ao peito, Lula abriu uma bandeira brasileira junto à cabina de votação e posou para os fotógrafos, sorridente, ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-Presidente, Geraldo Alckmin, e dos seus fieis ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva.

"Se vocês encontrarem alguém rico com salário de político ele é ladrão", disse à saída da votação, aos jornalistas, num longo discurso, acrescentando nunca ter imaginado ter que disputar "uma eleição com uma pessoa desqualificada, moralmente, eticamente, pessoalmente" que "não faz o menor esforço para contar uma verdade."

"O povo brasileiro jamais permitirá que um miliciano ocupe o Palácio do Planalto", frisou.

Lula acusou ainda Flávio de fazer campanha com a bandeira brasileira, mas querer governar com a norte-americana, contrapondo que o seu compromisso é com o Brasil.

"Do lado de lá eles fazem campanha com essa, mas querem governar com a bandeira americana", afirmou, referindo-se à bandeira brasileira.

Apresentou ainda a votação como uma escolha entre diferentes projetos para o país: "se a gente quer um Brasil que distribua livros para as crianças", ou um país que vende armas.

Lula agradeceu a mobilização popular durante a segunda volta, que classificou como um fenómeno "do ponto de vista sociológico, quase que inexplicável", afirmando nunca ter visto nada semelhante em 50 anos de vida política.

"O povo foi para a rua para defender as suas conquistas", afirmou, descrevendo os brasileiros que se mobilizaram pela sua candidatura como "um exército da democracia".

Mais cedo, por volta das 08:00 (11:00 em Lisboa), o candidato presencial Flávio Bolsonaro votou no Rio de Janeiro e afirmou que "chegou a hora da mudança de verdade" e apelou para que os eleitores saiam de casa para votar.

"Chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim na primeira volta, que seja na segunda. O Brasil não aguenta mais quatro anos do jeito que está. A vida de todo mundo piorou, não tem porque continuar insistindo no erro", declarou, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Todas as assembleias de voto no país abriram às 08:00 de Brasília (11:00 em Lisboa) e encerram às 17:00 (20:00 em Lisboa), mantendo o horário unificado adotado em 2022, apesar dos diferentes fusos horários brasileiros.

Os mais de 158,7 milhões de eleitores poderão votar até às 17:00 de Brasília (20:00 em Lisboa) nas cerca de 564.000 urnas eletrónicas espalhadas por 5.571 cidades do país, além de 186 cidades no exterior, como Lisboa, Porto e Faro.

Na primeira volta, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.

Os dois estão tecnicamente empatados nas sondagens, retrato de um país dividido ao meio.

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, e antigo sindicalista, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal e apoiado pela direita, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o ex-operário que tenta agora derrotar.

Leia Também: Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro. "Chegou a hora da mudança"

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