Pular para o conteúdo
Publicidade

Marrocos prevê aumento recorde de 21% no orçamento de armamento para 2027

M
Minuto Fonte Externa
24 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Marrocos prevê aumento recorde de 21% no orçamento de armamento para 2027

O Governo de Marrocos prevê aumentar o seu orçamento para armamento até 190.500 milhões de dirhams (cerca de 17.500 milhões de euros), o que representa um aumento de 21,3% em relação ao ano anterior e um dos maiores crescimentos registados nos últimos anos.

 

De acordo com o projeto de Orçamento de 2027, este teto de compromissos orçamentais atribuído à Administração da Defesa Nacional entra na dotação denominada "aquisição e reparação de material das Forças Armadas Reais", e "o apoio ao desenvolvimento da indústria de defesa".

O aumento enquadra-se numa tendência de subida do orçamento de armamento marroquino nos últimos anos. Em 2026, esta verba ascendeu a 157.000 milhões de dirhams (cerca de 14.500 milhões de euros), um aumento de 17,8% face a 2025.

Desde 2020, Marrocos tem promovido uma estratégia para desenvolver uma indústria nacional de defesa através de um enquadramento jurídico específico, a criação de zonas industriais e acordos com fabricantes estrangeiros para atrair investimentos e favorecer a transferência tecnológica, entre outros.

Durante a última feira de indústria aeroespacial e aeronáutica "Marrakech Air Show", o ministro delegado encarregado da Defesa, Abdellatif Loudiyi, apontou que o objetivo de Marrocos é "passar de um país que importa capacidades de defesa para se tornar um país que desenvolve capacidades nacionais e reforça a sua soberania nacional".

Na última quinta-feira, os partidos marroquinos da coligação governamental e da oposição reclamaram a soberania do seu país sobre as cidades espanholas de Ceuta e Melilla, localizadas no norte de África.

O nacionalista Istiqlal alertou que a parceria com Espanha não pode ser feita à custa da integridade territorial de Marrocos.

Estas posições foram expressas no Parlamento marroquino durante o debate sobre o programa do novo Governo, presidido por Fatima Ezzahra el Mansouri e formado após as eleições legislativas do mês passado em Marrocos.

E, também na quinta-feira, a Frente Polisário rejeitou a proposta dos Estados Unidos sobre a renovação da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), cujo mandato expira dia 31, e ameaçou abandonar as negociações se o texto se mantiver.

Segundo a Frente Polisário, o texto "reflete plenamente a posição de Marrocos, Estado ocupante".

Numa carta dirigida ao Conselho de Segurança, o representante do Frente Polisário junto da ONU, Sidi Mohamed Omar, considerou que "o conteúdo do rascunho inicial não pode servir de base para qualquer deliberação sobre a MINURSO nem para o processo de paz no Saara Ocidental".

Leia Também: Partidos marroquinos reivindicam Ceuta e Melilla no parlamento

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.