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Milhares manifestaram-se em cidades italianas contra custo de vida

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Minuto Fonte Externa
24 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Milhares manifestaram-se em cidades italianas contra custo de vida

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje nas principais cidades italianas contra o aumento do custo de vida, preços das casas e despesas militares, protestos acompanhados por um forte dispositivo policial depois dos distúrbios no fim de semana passado, em Milão.

 

As manifestações percorreram cidades como Roma, Milão, Turim, Nápoles, Bolonha e Florença com uma grande vigilância policial, controlos nas estações de comboios e o reforço preventivo da segurança em zonas comerciais devido ao receio de novos saques.

Um dos momentos de maior tensão ocorreu em Bolonha (norte), onde uma manifestação inicialmente pacífica degenerou, pouco antes das 18h00 locais (17h00 em Lisboa), em confrontos com a polícia.

Grupos de manifestantes começaram a atirar pedras e garrafas contra os agentes, que responderam com canhões de água para dispersar a multidão.

Em Turim (norte), milhares de pessoas marcharam a partir da central Piazza Castello, que exibiram 'slogans' e dirigiram insultos contra o Governo, numa manifestação em que se registaram confrontos e momentos de tensão com as forças policiais.

Entre as faixas, podia ler-se "reduziram o povo à fome", enquanto um grupo de manifestantes incendiava uma grande fotografia da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Em Milão, capital económica do país e onde se registaram graves distúrbios na semana passada, centenas de estudantes marcharam escoltados em todos os momentos por agentes da polícia de intervenção.

A cidade continua com um forte dispositivo de segurança, estando destacados em Milão 1.400 agentes da polícia e 500 militares enviados pelo Governo.

Em Roma, decorreu hoje à tarde uma manifestação pacífica contra a guerra, da Praça da República em direção aos Fóruns Imperiais, e um protesto espontâneo de centenas de jovens e estudantes que foi vigiado de perto por um perímetro de segurança rigoroso.

Antes do protesto, a polícia italiana identificou na capital mais de 200 jovens e levou 63 deles para as esquadras, após lhes ter sido apreendido capuzes, máscaras, aerossóis e material de camuflagem.

As medidas de segurança em Itália foram reforçadas na sequência dos graves distúrbios e saques registados no passado sábado em Milão, o que levou as autoridades a intensificar a vigilância devido ao receio de novos episódios de violência.

O dia ficou ainda marcado pela detenção, hoje de manhã, do alegado fundador do "Movimento 17 de Outubro", um coletivo anónimo surgido na sequência dos motins em Milão e que contava com mais de 40.000 seguidores na rede social Instagram.

O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, anunciou na rede social X a detenção deste homem de 30 anos, jornalista e ativista no âmbito "pró-palestiniano", a quem descreveu como "o suposto mentor" da plataforma.

Leia Também: Itália em alerta máximo uma semana após tumultos e pilhagens

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