Netanyahu pede prolongamento da votação. Comissão Eleitoral rejeita
A Comissão Eleitoral Central israelita rejeitou hoje o pedido de prolongamento da votação solicitado pelo partido do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, argumentando que dada a situação atual "não há justificação para prolongar o horário".
"As circunstâncias atuais não justificam um prolongamento. A elevada afluência às urnas a nível nacional demonstra o forte empenho do público no processo democrático, não tendo sido identificada qualquer necessidade de prolongar o horário de funcionamento das mesas de voto", afirmou o órgão num comunicado oficial, após o Canal 12 israelita ter noticiado momentos antes que a entidade iria descartar este cenário.
O anúncio da comissão surge após o partido Likud de Netanyahu ter pedido o prolongamento do horário de funcionamento das mesas de voto, devido à elevada afluência de eleitores e as longas esperas nos locais de votação.
A Comissão Eleitoral Central garantiu que todos os eleitores que cheguem às secções de voto até às 22:00 (20:00 em Lisboa) poderão votar, mesmo que se registem filas longas.
O órgão israelita indicou que a taxa de afluência às urnas situava-se nos 74,3% às 20:00 locais (18:00 em Lisboa), um aumento em relação aos 66,3% nas eleições de 2022.
É a maior afluência às urnas neste período desde 1988, segundo o jornal Times of Israel.
A comissão eleitoral confirmou entretanto o prolongamento do horário de votação no colonato de Hebron, na Cisjordânia ocupada, passando das 20:00 para as 22:00 (hora local).
A decisão foi tomada devido a uma falha de energia na zona, de acordo com o Times of Israel.
Embora a maioria das urnas encerre às 22:00 locais, todas as mesas de voto com menos de 350 eleitores encerram às 20:00.
Num comunicado anterior, o presidente da Comissão Eleitoral Central anteviu uma quantidade superior de "envelopes duplos" - votos de quem não pode votar no seu local de residência, como militares, reclusos e doentes hospitalizados - pelo que considerou possível que a "contagem se prolongue até quinta-feira à noite ou mesmo até sexta-feira de manhã".
O número de "envelopes duplos" nas eleições de 2022 rondou meio milhão.
Estes votos são contados nos dias seguintes ao dia das eleições e, segundo os meios de comunicação social israelitas, podem atingir, nestas eleições, os 650.000.
O primeiro-ministro israelita e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, e o seu principal rival, o antigo chefe do Exército Gadi Eisenkot, do partido Yashar!, votaram de manhã e ao início da tarde, respetivamente, num dia em que mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas.
Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque do grupo extremista palestiniano Hamas, a 07 de outubro de 2023, frente a um bloco heterogéneo de forças que, liderado por Eisenkot, procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.
As últimas sondagens colocavam o bloco de Netanyahu e o da oposição, liderado por Gadi Eisenkot, longe da maioria absoluta de 61 assentos no parlamento israelita (Knesset), pelo que o apoio dos partidos árabes poderá revelar-se fundamental para a formação do Governo.
[Notícia atualizada às 19h40]
Israel: Participação dos militares atinge os 68% (mais do que em 2022)A participação dos militares israelitas nas eleições legislativas atingiu os 68% às 17:00 locais, superior aos 65% de 2022, segundo o exército israelita. A eleição, que encerra às 22:00, contou com mais de 4,8 milhões de eleitores.
Lusa | 18:24 - 27/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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