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Novo Hospital do Alentejo já tem obras de ligação elétrica em curso

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Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Novo Hospital do Alentejo já tem obras de ligação elétrica em curso

A empreitada para o fornecimento de eletricidade ao novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, já começou e o concurso público para a construção das redes de água e saneamento foi lançado esta semana, revelou hoje a Câmara Municipal.

 

Em declarações aos jornalistas, num encontro que assinalou o primeiro ano de mandato da atual gestão PS, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que as obras relativas às ligações elétricas estão a cargo da empresa E-redes.

"Combinámos os percursos [para a ligação elétrica] e a forma de o fazer, por exemplo, fazendo agora antes da Capital Europeia da Cultura a parte mais próxima da cidade e a seguir a outra parte", referiu, lembrando que esta obra vai atravessar a cidade.

O autarca realçou que o município lançou esta semana um novo concurso público para a empreitada de construção das redes de água e saneamento da futura unidade hospitalar, com um preço base sem Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) de 2.297.797,73 euros.

Aquando do primeiro procedimento para esta obra, lançado em junho passado, adiantou, "alguns potenciais candidatos fizeram um pedido de esclarecimento sobre o estudo geológico", tendo a câmara feito esse trabalho e lançado agora um novo concurso.

"Essa é a empreitada que nos preocupa mais", admitiu, aludindo à existência de granito no subsolo da zona a intervencionar e à necessidade de um parecer do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) após a conclusão das expropriações.

O presidente da câmara estimou que o processo de expropriações, liderado pela autarquia e baseado em levantamentos feitos pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), possa ficar concluído "dentro de 15, 20 dias".

"Uma parte dos proprietários aceitou e ficou resolvido, mas outra parte não aceitou e foi resolvido em tribunal, com ajustamento de preços, naturalmente", salientou.

Segundo Carlos Zorrinho, um dos proprietários recorreu à justiça e "conseguiu demonstrar em tribunal que o levantamento feito pela EDIA sobre a sua propriedade não estava correto", nomeadamente em termos de área.

"São as dificuldades que temos, mas, segundo a informação que temos dos serviços jurídicos, vai-se resolver", frisou.

O autarca disse que já foi desbloqueado o diferendo relativo à desclassificação de um troço da Estrada Nacional 114 junto à cidade, estando prevista a construção de uma rotunda e instalação de semáforos no futuro acesso daquela via ao novo hospital.

Questionado sobre os acessos rodoviários à futura nova unidade hospitalar, o presidente da câmara considerou que "o fundamental é que o hospital não deixe de funcionar por causa das infraestruturas".

"A câmara supervisiona, para que as coisas batam certo e possam ser feitas e os licenciamentos, muitos também dependem de nós, mas, depois, a entidade que lança a empreitada é a que está melhor colocada para lançar", acrescentou.

Em março deste ano, foi assinado um protocolo entre várias entidades para a construção dos acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas do novo hospital, num investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros.

O Hospital Central do Alentejo está a ser construído num terreno com uma área total de 75 hectares, dos quais 25 hectares correspondem ao lote destinado à unidade hospitalar.

O projeto prevê uma área bruta de construção de aproximadamente 100.000 metros quadrados, distribuída por 10 pisos, acima e abaixo do solo.

A nova unidade hospitalar irá servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, funcionando em articulação com os hospitais de Beja, Portalegre, Elvas e do Litoral Alentejano.

Dotado de mais de 30 especialidades e equipado com tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, o Hospital Central do Alentejo terá capacidade para 457 camas de internamento, 11 salas operatórias e 43 postos de recobro.

Câmara de Évora conclui execução total das verbas do PRR

As verbas do PRR para recuperação de património da Câmara de Évora, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, foram todas executadas, ainda que duas empreitadas tenham fracassado, e o município não desiste do pavilhão multiúsos.

Lusa | 14:37 - 30/10/2026

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