Pular para o conteúdo
Publicidade LiveHost — Streaming para rádios (Topo)

"O povo foi morto. É lógico que tenhamos o direito de nos defendermos"

M
Minuto Fonte Externa
16 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
"O povo foi morto. É lógico que tenhamos o direito de nos defendermos"

O Presidente da Ucrânia defendeu hoje que, em tempo de guerra, é primordial manter a dignidade e salientou que os líderes europeus consideram a sua posição "plenamente justificada", após ter trocado nos últimos dias acusações com Donald Trump.

 

Em conferência de imprensa após ter participado na cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Volodymyr Zelensky foi questionado se, na sua reunião com os líderes europeus, alguém se queixou das declarações que proferiu nos últimos dias sobre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, designadamente o facto de o acusar de gostar de ditadores ou de admitir sentir-se traído pelo acordo sobre o gasóleo russo.

Na resposta, o Presidente ucraniano salientou que os líderes da União Europeia (UE) "compreendem a posição da Ucrânia", que consideram "clara e plenamente justificada".

"Acho que o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o gasóleo – de que não fomos avisados – assim como o levantamento das sanções, foi uma surpresa para todos", respondeu Zelensky, considerando que os Estados Unidos, enquanto parceiros, deveriam ter previamente avisado a Ucrânia.

Quando esse acordo foi divulgado e Donald Trump anunciou um cessar-fogo energético, Zelensky frisou que "aceitou imediatamente" a proposta do Presidente dos Estados Unidos e fez uma contraproposta caso a Rússia a recusasse.

"Enquanto parceiros, percebemos que tenham decidido que precisam do acordo sobre o gasóleo – ainda que os estudos indiquem que não vai ter influência sobre os preços –, e fizemos a seguinte proposta: 'se a Rússia continuar a atacar as nossas infraestruturas energéticas e não houver cessar-fogo energético, deem-nos pelo menos mísseis antibalísticos para protegê-las'. Não precisamos de muitos, apenas dos que forem necessários enquanto o acordo sobre o gasóleo estiver em vigor", contou.

O Presidente ucraniano referiu, contudo, que até agora "não recebeu nada", o que considerou "estranho".

Questionado se tenciona resolver o seu diferendo com o Presidente dos Estados Unidos, Zelensky indicou que as equipas negociadoras dos dois países têm estado em "contacto permanente" e, nos próximos dias, deverão "organizar uma reunião a um determinado nível".

"Nós continuaremos a viver, a lutar e, mais importante, a viver com dignidade. Quando a nossa vida é tão horrorosa como durante uma guerra, é muito importante que preservemos a nossa dignidade", salientou.

Sobre as mais recentes declarações de Donald Trump, que disse hoje que é mais difícil lidar com Zelensky do que Putin, o Presidente ucraniano respondeu que está "apenas a defender os interesses da Ucrânia e do povo ucraniano".

"Fomos atacados, fomos ocupados, o nosso povo foi morto. É perfeitamente lógico que tenhamos o direito de nos defendermos e, por muito que a Rússia queira limitar todos os nossos direitos, é evidente que temos o direito de nos defender", afirmou.

Depois, Zelensky defendeu que não se pode aceitar o acordo do gasóleo firmado entre Washington e Moscovo porque, senão, depois irá haver acordos sobre o gás e sobre outras matérias.

"Vão levantar-se sanções sobre o sistema bancário, sobre alguns indivíduos, sobre a indústria química... Se eu não me opuser a isto, quem é que o vai fazer a nível diplomático? É essa a questão", disse.

No final da conferência de imprensa em Bruxelas, perante uma questão sobre se considera que Donald Trump o está a utilizar como bode expiatório para os seus próprios problemas internos, a poucas semanas das eleições intercalares ('midterms'), Zelensky apenas fez um sorriso sarcástico, antes de acrescentar: "Aí está a minha resposta".

Zelensky diz que Starlink ainda não está totalmente restabelecido

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o sistema Starlink ainda não foi totalmente restabelecido, afetando a capacidade de combater drones e transportar ajuda humanitária.

Lusa | 14:55 - 16/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade LiveHost — Leve sua rádio para a internet (Conteúdo)

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.