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ONU anuncia retirada de forças de paz do Líbano após 31 de dezembro

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Minuto Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
ONU anuncia retirada de forças de paz do Líbano após 31 de dezembro

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou hoje que iniciará a redução dos seus efetivos e a retirada do país após o fim do mandato, previsto para 31 de dezembro.

 

Até essa data, os "capacetes azuis" (como são conhecidos os operacionais que integram as missões de paz da ONU), provenientes de 45 países, continuarão a desenvolver as suas operações habituais no sul do Líbano, incluindo a vigilância da situação de segurança, a comunicação de incidentes e o apoio às Forças Armadas libanesas.

A missão continuará igualmente a assegurar contactos entre as partes envolvidas e a facilitar operações humanitárias na região fronteiriça com Israel, segundo uma declaração divulgada nas redes sociais.

A FINUL indicou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas está a analisar alternativas para o período posterior ao fim do mandato, incluindo mecanismos de vigilância e apresentação de relatórios sobre a situação ao longo da "Linha Azul", que se estende por 120 quilómetros e marca a fronteira de facto com Israel.

A missão sublinhou, contudo, que qualquer decisão sobre a futura presença internacional na região compete exclusivamente aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU.

A retirada foi estabelecida pela resolução 2790, aprovada em agosto de 2025, que prorrogou pela última vez o mandato da FINUL até 31 de dezembro de 2026, determinando que a partir dessa data se iniciasse a redução e retirada dos efetivos.

A força das Nações Unidas está destacada no território libanês desde 1978, tendo como missão contribuir para a estabilidade na região fronteiriça com Israel.

As autoridades libanesas têm defendido a prorrogação do mandato e, caso esta não seja possível, a manutenção de alguma forma de presença internacional no sul do país.

Beirute considera que a continuidade da vigilância internacional é importante para a segurança da região, particularmente ao longo da fronteira com Israel.

A capacidade de intervenção da FINUL tem sido, contudo, limitada pelas regras que condicionam o recurso à força pelos seus militares.

Os Estados Unidos opõem-se à renovação do mandato, mas afirmaram estar a desenvolver "consultas ativas" com Israel e o Líbano sobre possíveis alternativas à presença de tropas internacionais a sul do rio Litani.

Entretanto, França e Itália estão a estudar mecanismos alternativos de apoio às Forças Armadas libanesas, tendo em vista a manutenção da estabilidade na região após a retirada dos "capacetes azuis".

O fim da missão coloca novos desafios à segurança do sul do Líbano, numa região marcada por sucessivos confrontos entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão.

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Lusa | 23:22 - 29/10/2026

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