Operação na Cisjordânia forçou saída de 2.200 palestinianos
Quase 2.200 palestinianos foram forçados a sair de Hebron, no sul da Cisjordânia, desde sexta-feira, por causa de uma operação militar de Israel no território.
De acordo com a agência noticiosa espanhola EFE, que cita dados das autoridades locais de Hebron, 2.193 pessoas foram registadas como expulsas e deslocadas por ordem do exército israelita e os acessos à cidade mantêm-se bloqueados.
Os deslocados representam 344 famílias, das quais 140 dizem não ter nenhum outro local alternativo para se alojar.
Segundo a imprensa palestiniana, as tropas israelitas estão a marcar os edifícios de onde foram expulsos os moradores, suspeitando-se que façam parte do plano de demolição de habitações em duas zonas da cidade.
Na sexta-feira, dois soldados israelitas foram mortos num ataque na Cisjordânia ocupada, no qual morreram também dois palestinianos suspeitos de dispararem contra os militares.
O ataque ocorreu perto da cidade de Hebron e o exército israelita afirmou ter evitado um "ataque terrorista contra civis israelitas".
Após o ataque, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o "bloqueio total" da Cisjordânia e o início de uma operação militar, incluindo a retirada forçada de residentes palestinianos.
A operação foi anunciada a poucos dias das eleições legislativas de terça-feira, 27 de outubro, em Israel.
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