PAN exige que Montenegro peça desculpa ao país por atuação da PSP
A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, exigiu hoje que o primeiro-ministro peça desculpa ao país pela atuação da polícia nos protestos pela habitação e se disponibilize para dialogar com os manifestantes.
"A polícia tem que ser uma força amiga das populações e tem que estar ao lado das populações e não o contrário. E, por isso mesmo, Luís Montenegro deve um pedido de desculpas ao país e deve assumir essa responsabilidade por este erro absolutamente crasso que cometeu nestes últimos dias e nestas últimas semanas, que foi permitir uma intervenção policial", defendeu Inês Sousa Real.
A dirigente do PAN falava aos jornalistas na Assembleia da República numa reação à decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa que considerou que o limite das 00:30 para manifestações não é "absoluto e automático", autorizando uma manifestante a permanecer de madrugada no Rossio, em Lisboa, com uma tenda.
Considerando que esta decisão se tratou de uma derrota para o Governo, Inês Sousa Real disse esperar que, além do pedido de desculpa, Luís Montenegro "se sente à mesa com os manifestantes para ouvir as suas justas reivindicações".
A porta-voz do PAN considerou ainda que o primeiro-ministro deveria ir "às ruas ver onde estão, verdadeiramente, as pessoas que moram em tendas e que não têm um teto onde viver, porque o problema deste governo é, desde logo, não conhecer a realidade do país".
Inês Sousa Real discordou ainda da interpretação feita pelo Ministério da Administração Interna (MAI) da decisão do tribunal, rejeitando que esteja em causa uma decisão judicial "unicamente individual".
Para a dirigente, o tribunal reforçou "o direito à manifestação após a meia-noite e meia com regras, evidentemente, ou seja, sem barulho, sem existir qualquer tipo de questão que ponha em causa a segurança pública, mas deixa claro que o espaço público é de todos".
Interrogada sobre qual deve ser o papel do Presidente da República neste contexto, Inês Sousa Real saudou a postura de António José Seguro até ao momento e considerou que o chefe de Estado tem tido "um papel de magistratura de influência que o primeiro-ministro não pode ignorar".
A porta-voz do PAN voltou a elogiar a postura dos manifestantes, nomeadamente os jovens, considerando que por essa razão o parlamento deve voltar a debater a idade mínima para votar, advogando pelos 16 anos ao invés dos atuais 18.
"Acho que os jovens demonstraram uma maturidade e uma capacidade de poderem intervir naquilo que são os seus direitos, mas também aquilo que são as prioridades do país, que, de facto, devem merecer desta Assembleia da República uma nova reflexão", sustentou.
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Lusa | 17:24 - 02/11/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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