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Polémica com Construbarcelos. Diretor financeiro da PJ afastado do cargo

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Minuto Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Polémica com Construbarcelos. Diretor financeiro da PJ afastado do cargo

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, decidiu não renovar a comissão de serviço do diretor financeiro, Álvaro Pires.

 

Perante isso, de acordo com a RTP, que avançou esta quarta-feira, 4 de novembro, com a informação, Álvaro Pires decidiu que não queria continuar em funções.

Entretanto, num comunicado enviado às redações, a Judiciária confirmou o "términus" da comissão de serviço do Diretor de Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial, assim como do Diretor de Serviços de Inovação e Desenvolvimento.

Sem apresentar as razões para a "não renovação" das comissões, a PJ adianta apenas que a tutela já foi informada.

Recorde-se que foi Álvaro Pires quem sugeriu a Luís Neves que o atrelado apreendido na Operação Pacoba ficasse à guarda da Construbarcelos, empresa que fez obras em casa do atual ministro da Administração Interna (MAI).

Segundo a RTP foi também o diretor financeiro agora afastado "quem deu ao atual diretor nacional, Carlos Cabreiro, informação errada sobre o custo da destruição do material apreendido pela PJ na operação". E foi essa a informação que o atual diretor da PJ transmitiu à ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, levando-a a falar publicamente em valores que contrariavam a versão de Luís Neves.

Diz ainda o canal público que Álvaro Pires é muito próximo do atual MAI, que chegou a referir-se a ele como "o Mourinho das finanças da Judiciária".

A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna tinha contratado para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.

Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.

Uma semana depois da noticia ter sido divulgada, no dia 17 de julho, a PJ anunciou a abertura de um inquérito sobre o atrelado apreendido.

Leia Também: Ministra esclarece: 144 mil euros não eram só para químicos do atrelado

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