"Precisamos de intervenção para suster aumento absurdo dos combustíveis"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai apelar esta quinta-feira, na cimeira do Conselho Europeu, que se realiza em Bruxelas, na Bélgica, a uma "intervenção diplomática" comum, para "suster o aumento de combustíveis", que considera ser "absurdo.
"O Governo português tem vindo a estabelecer diálogo com os seus parceiros da União Europeia (EU) e também com os seus aliados, como é o caso dos EUA, no sentido de colocar na prioridade de todos a resolução diplomática do conflito no Médio Oriente, que é aquilo que permite estabilizar o mercado do petróleo a nível internacional e, por via disso, estabilizar também o preço dos combustíveis", começou por salientar o chefe de Governo, realçando que "aquilo que foi anunciado pelos EUA não corresponde a um exercício coerente da resolução desta matéria", porque "o acordo com a Rússia não vai resolver o preço dos combustíveis", "não resolve o assunto por mais de escassos dias".
Para Montenegro, não só não resolve o "problema que temos", como "dá um sinal errado relativamente ao apoio da agressão da Rússia face à Ucrânia", não traz "nada de positivo".
Apesar de não querer "escalar a linguagem" quanto a este assunto, o primeiro-ministro evidenciou que tem feito "um apelo" e vai fazê-lo novamente hoje: "Nós precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do custo dos combustíveis que é absurdo. É insensato, atinge todos. Estamos todos a sofrer", declarou.
Além do "cessar das hostilidades", para Montenegro é importante que a UE tenha "respostas individualizadas, Estado a Estado", face ao aumento dos preços dos combustíveis.
"Teremos de consertar as políticas de resposta a este tipo de crise, porque ela deixou de ser circunstanciada a um curto momento temporal e passa a prolongar-se. Nós não sabemos até quando. Portanto, deste ponto de vista, este Conselho pode densificar a discussão de como é que nós, do ponto de vista económico, podemos defender o mercado interno, uniformizando a resposta e conciliando-a do ponto de vista financeiro", disse, apontando uma "terceira abordagem".
"Do ponto de vista estratégico, Portugal é muito claro: a Europa não pode ter dúvidas quanto ao caminho de automatização da sua área energética, nomeadamente, fazendo depender as suas economias cada vez menos dos combustíveis fósseis e cada vez mais das energias renováveis, que são aquilo que depende exclusivamente de nós".
Primeiro-ministro pede a manifestantes para não serem "egoístas"Já em comentário à carga policial que ocorreu esta madrugada na cidade do Porto, devido a um protesto pelo direito à habitação, o primeiro-ministro pediu aos manifestantes que "não sejam egoístas" quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser "extraordinariamente criteriosas e respeitadoras".
"Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa. E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso, sobre a dimensão […] daquilo que é legítimo, que é protestar, que é exprimir uma posição política face àquilo que é dominante no país", declarou Luís Montenegro.
Falando na chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia em que o Movimento pela Habitação denunciou uma forte intervenção policial durante a noite, o chefe de Governo vincou: "Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está".
"Eu não tenho elementos para poder emitir uma opinião, [mas] aquilo que me parece é que as nossas forças de segurança são extraordinariamente criteriosas e respeitadoras destes princípios, o princípio da necessidade, da adequação e da proporcionalidade", adiantou.
Montenegro pede que manifestantes pela habitação não sejam egoístasO primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu aos manifestantes do Movimento pela Habitação, no Porto, que "não sejam egoístas" quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais costumam ser "extraordinariamente criteriosas e respeitadoras".
Lusa | 09:11 - 15/10/2026 MAI e SIRESP? Governo está a "resolver problemas"Já sobre o MAI e SIRESP, o primeiro-ministro garantiu que o Governo está a resolver "os problemas que se foram avolumando".
"Nós estamos a resolver os problemas que se foram avolumando na área da administração interna. Todos eles, e esse também é um problema que estamos a resolver", respondeu o primeiro-ministro aos jornalistas quando questionado sobre o tema, sem acrescentar mais informações.
Recorde-se que, no início da semana, Ricardo Carrilho, secretário-geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), foi demitido pelo ministro, Luís Neves. Na altura considerou a exoneração "um ato de retaliação" e acusou Luís Neves de "pressões ilegítimas" e "de uma interferência política asfixiante".
O ministro justificou a exoneração, nomeadamente, com a "reorganização da Secretaria-Geral".
Ricardo Carrilho disse que o que levou à situação foi ter proposto a extinção da SIRESP SA, uma empresa pública que gere a rede de emergência do Estado e que se transformou num "sorvedouro de dinheiros públicos". Disse que em julho apresentou uma proposta de reestruturação.
Governo está a "resolver problemas" na Administração Interna e SIRESPO primeiro-ministro garantiu hoje que o Governo está a resolver "os problemas que se foram avolumando" na área da administração interna, incluindo no que se refere ao SIRESP.
Lusa | 09:16 - 15/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original
Leia Também
Ver todas as notícias →Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda.
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!
Deixe seu comentário
Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.