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Presidente sul-africano levanta suspensão do chefe da polícia

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Minuto Fonte Externa
16 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Presidente sul-africano levanta suspensão do chefe da polícia

O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa levantou a suspensão do chefe da polícia nacional do país, general Fannie Masemola, anunciou hoje o gabinete do chefe de Estado.

 

Espera-se que Masemola retome as suas funções na segunda-feira, depois de ter sido suspenso em abril, quando foi acusado de violar a legislação financeira num caso relacionado com um contrato policial alegadamente corrupto.

Foi acusado juntamente com outros oficiais superiores suspeitos de fraude, corrupção e branqueamento de capitais relacionados com o contrato, mas essas acusações foram retiradas pela Autoridade Nacional de Acusação do país em setembro.

Alega-se que alguns dos oficiais receberam subornos do adjudicatário do contrato no valor de 21 milhões de dólares (18,68 milhões de euros).

O contrato visava a prestação de serviços de saúde e bem-estar aos agentes da polícia.

"O Presidente (...) dá as boas-vindas ao Comissário Nacional da Polícia no seu regresso às funções plenas e expressa o seu agradecimento ao tenente-general Puleng Dimpane, que desempenhou com distinção as funções de Comissário Nacional da Polícia interino", afirmou Ramaphosa, num comunicado divulgado hoje.

A suspensão de Masemola ocorreu num momento em que o sistema de justiça penal do país enfrentava um escrutínio por parte de uma comissão judicial de inquérito presidida pelo juiz aposentado Mbuyiseli Madlanga, onde foram feitas alegações abrangentes de corrupção no seio da polícia.

O regresso ao cargo ocorre na mesma semana em que o seu antigo vice-chefe da polícia, Shadrack Sibiya, se demitiu do corpo policial, no meio de alegações de corrupção e acusações de crimes sexuais de que é alvo.

Sibiya, que nega a pratica do crime, é acusado de violar uma mulher de 18 anos e de aliciar sexualmente uma menor.

Existem também alegações apresentadas na comissão de inquérito de que mantém ligações a supostos membros de redes criminosas no país.

Sibiya encontra-se atualmente na prisão e a decisão sobre se deve ser libertado sob fiança foi adiada para a próxima semana.

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