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PSD diz que espaço aéreo para fins militares e formativos é incompatível

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Minuto Fonte Externa
16 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
PSD diz que espaço aéreo para fins militares e formativos é incompatível

O PSD explicou hoje que a exclusão de Beja para acolher uma escola de pilotos prende-se com a incompatibilidade entre a utilização do espaço aéreo para uso militar e formativo, criticando a posição da Cimbal.

 

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afirmou que a Base Aérea n.º11, em Beja, é "a maior base" da Força Aérea Portuguesa, acolhendo "as principais esquadras de aeronaves e helicópteros, além de simuladores" que asseguram a formação de "pilotos KC390 e brevemente também Super Tucano, oriundos de muitos países".

"A utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela Força Aérea não é compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics", reforçou.

De acordo com o parlamentar, "a instalação desta escola de pilotos em Beja implicaria o encerramento da base da Força Aérea" o que, no seu ponto de vista, seria "inaceitável" e "fortemente lesivo do interesse nacional e local".

"Ao contrário do que sucede com o Aeródromo Militar de Beja, o Aeródromo Militar de Tancos é uma infraestrutura do Exército que está subaproveitada, necessita de fortes investimentos que serão assegurados pela Lufthansa e tem ampla disponibilidade de espaço aéreo", referiu.

Gonçalo Valente recordou, ainda, que Beja foi "escolhida para a instalação de uma unidade de produção de aeronaves militares A29 Super Tucano" que criará "postos de trabalho altamente qualificados e melhor remunerados" que se traduzirão num "forte fator de dinamização económica, coesão e fixação de pessoas e outras empresas na região".

"Se a aposta na formação civil de pilotos, assente em critérios de lógica e racionalidade, recaiu em Tancos, a aposta de industrialização e reforço do cluster aeronáutico, disputada por muitos outros distritos recaiu em Beja, com grande vantagem para ambas as regiões e perspetiva de desenvolvimento integrado do país", garantiu.

Na mesma nota de imprensa, o deputado do PSD acusou a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) de ser "completamente alarmista e servilista" ao tomar uma posição de "profunda irresponsabilidade e falta de noção" perante o assunto.

"Se [a CIMBAL] tivesse procurado conhecer as razões que levaram Tancos a receber a escola de pilotos e não Beja, entre outras opções, não tinha feito a figura que fez", criticou.

Segundo Gonçalo Valente, a comunidade intermunicipal "deveria servir os interesses do território e não se comportar como um braço armado do PS" e deixar de colocar os "interesses partidários à frente da região".

Afirmando, também, que tem sido devido a esta postura de oposição que o Baixo Alentejo nunca foi "respeitado enquanto território pelo poder central".

Por sua vez, a CIMBAL, que integra 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja (Odemira é a exceção), manifestou publicamente, na quinta-feira, "o seu desagrado e a oposição" à escolha de Tancos para receber a nova escola de pilotos.

"A opção do Governo configura mais uma forte desconsideração pelo Baixo Alentejo e, evidentemente, mais um contributo para desvalorizar estrategicamente e de forma clara o Aeroporto de Beja", argumentou o presidente da CIMBAL, António José Brito (PS).

Também o deputado do Chega eleito por Beja, António Carneiro, criticou hoje a escolha de Tancos e afirmou que vai exigir ao Governo que apresente os "critérios" desta opção em detrimento de Beja.

"A escolha de Tancos para instalar uma escola de pilotos, num investimento anunciado de 500 milhões de euros, é uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito de Beja", frisou em comunicado.

O Governo selecionou, na quarta-feira, a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.

A proposta da empresa alemã prevê um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no distrito de Santarém, com o Governo a admitir que a pista deste aeródromo militar poderá vir a ter uso civil.

Chega questiona escolha de Tancos em vez de Beja para escola de pilotos

O Chega criticou a escolha de Tancos para acolher uma escola de pilotos, no âmbito do processo de privatização da TAP, e anunciou que vai exigir ao Governo que apresente os "critérios" desta escolha em detrimento de Beja.

Lusa | 10:22 - 16/10/2026

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