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PSP avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. As imagens

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Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
PSP avançou sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. As imagens

A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou, à bastonada, a multidão que se manifestava pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão. No total, as organizações dos movimentos deram conta de 57 feridos, contrariando os números avançados pelas autoridades, que disseram terem registado 11 feridos nas duas cidades.

 

As ordens da PSP no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, começaram às 00h30, quando, segundo as autoridades, as concentrações deveriam ter terminado. Contudo, a intervenção da Unidade Especial de Polícia só aconteceu cerca das 2h00 (hora após a mudança para o horário de Inverno).

No Porto, ouviram-se gritos de "Voltaremos", enquanto em Lisboa os manifestantes clamaram que "O povo unido jamais será vencido", no final das duas manifestações que, até então, decorreram pacificamente e sem incidentes.

No Rossio, seguiram-se momentos de tensão, com bastonadas sobre os manifestantes, petardos a serem lançados, pouco depois das 02:00, enquanto se ouviam gritos de "cheira a ditadura".

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Em poucos minutos, a polícia dispersou os manifestantes para as ruas em torno das duas praças, em Lisboa e no Porto. Às 02h10, já a Praça do Rossio estava completamente vazia.

No Porto, numa intervenção que durou pouco mais de 10 minutos, a Unidade Especial de Polícia desafiou a resistência dos manifestantes e avançou para as tendas, destruindo o acampamento montado na Praça D. João I.

Entretanto, organização do movimento pela habitação no Porto mencionou a existência de 37 feridos na cidade, dos quais sete em estado grave, após a carga policial para desocupar o local. Já em Lisboa, a acampada deu conta de que "mais de 20 [feridos] foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada" e acusou as autoridades de terem recorrido a "cães e balas de borracha" para "encurralar" e provocar "medo" a quem estava na manifestação.

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De notar que, no último balanço divulgado, a PSP disse ter conhecimento de 11 feridos no rescaldo as intervenções realizadas durante a madrugada em Lisboa e no Porto.

A PSP especificou que deteve 31 pessoas por desobediência, 25 em Lisboa e seis no Porto, sendo que irão ser todos ouvidos pela autoridade judiciária competente na segunda-feira.

Foram removidas e apreendidas 171 tendas e estruturas de acampamento pelas Polícias Municipais, das quais 117 em Lisboa e 54 no Porto.

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Entre manifestações e acampadas, com centenas a milhares de pessoas, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto, a 10 de outubro, e expandiram-se a Lisboa. Entretanto, já motivaram concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

AO MINUTO: PSP avançou sobre manifestantes; Vários feridos e detidos

Acompanhe aqui AO MINUTO os desenvolvimentos nos protestos contra a crise da habitação.

Notícias ao Minuto | 07:43 - 25/10/2026

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