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PSP dispersa acampadas em Lisboa e no Porto após horas de tensão

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Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
PSP dispersa acampadas em Lisboa e no Porto após horas de tensão

A polícia dispersou hoje, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas.

As ordens da PSP, no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, começaram às 00:30, hora a que, segundo a polícia, as concentrações deveriam ter terminado, mas a intervenção da Unidade Especial de Polícia só aconteceu cerca das 02:00 (hora após a mudança para o horário de Inverno).

No Porto, ouviram-se gritos de "Voltaremos" e em Lisboa "O povo unido jamais será vencido", no final das duas manifestações que, até então, decorreram pacificamente e sem incidentes.

No Rossio, seguiram-se momentos de tensão, com bastonadas sobre os manifestantes, petardos a serem lançados, pouco depois das 02:00, enquanto se ouviam gritos de "cheira a ditadura".

Em poucos minutos, a polícia dispersou os manifestantes para as ruas em torno das duas praças, em Lisboa e no Porto. Às 02:10, já a Praça do Rossio estava completamente vazia.

No Porto, numa intervenção que durou pouco mais de 10 minutos, a Unidade Especial de Polícia desafiou a resistência dos manifestantes e avançou para as tendas, destruindo o acampamento montado na Praça D. João I.

Os manifestantes resistiram, alguns iam sendo detidos pela PSP à medida que a força policial avançou.

Gritos de resistência como "Voltaremos", "O povo unido jamais será vencido" ou "fascismo nunca mais" foram ouvidos durante a intervenção policial, tanto no Porto como em Lisboa.

Há um número indeterminado de detidos e feridos, resultado das duas intervenções policiais, que foram transmitidas em direto pelas televisões. A organização do movimento no Porto identificou 37 feridos, dos quais sete graves, e nove detidos.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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