Pular para o conteúdo
Publicidade

Rússia disponível para fornecer energia nuclear flutuante a África

M
Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Rússia disponível para fornecer energia nuclear flutuante a África

A Rússia mostrou-se hoje, no final da cimeira Rússia-África, disposta a garantir fornecimento eletricidade a alguns países africanos através de centrais nucleares flutuantes, a preços acessíveis, referindo projetos em estudo com quatro países do continente.

 

"Estão em discussão projetos concretos com o Egito, a Tanzânia, o Togo e a Namíbia", declarou à imprensa o presidente da Agência Russa de Energia Nuclear (Rosatom), Alexei Likhatchev, no âmbito da terceira cimeira Rússia-África, que decorre esta semana em Moscovo.

"A procura é muito elevada e nove países africanos já manifestaram um grande interesse" por esta tecnologia que vários países estão a tentar desenvolver, acrescentou o responsável, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

Alexei Likhatchev referiu ainda um projeto de exploração de urânio na Namíbia, que acaba de ser lançado, bem como um projeto de exploração de lítio no Mali, cujas reservas estão estimadas, afirmou, em mais de quatro mil toneladas.

A Rússia é o único país a dispor de uma central nuclear flutuante em funcionamento, atracada desde 2020 na região isolada de Chukotka, mas Moscovo espera construir uma futura frota de centrais nucleares flutuantes para abastecer regiões de difícil acesso, como o Ártico.

"A particularidade de várias economias africanas é que há países que, neste momento, pagam um preço bastante elevado pela eletricidade, sem estarem realmente em boa situação financeira", argumentou o diretor da Rosatom, Alexei Likhatchev.

"É precisamente nessa área que estamos prontos para fornecer eletricidade já a partir de centrais nucleares flutuantes", afirmou.

Uma iniciativa deste tipo proporcionaria a 38 dos 54 países africanos sem acesso ao mar energia com uma "influência mínima de fatores externos nos preços da eletricidade", garantiu Likhatchev.

A Rússia tem vindo a tentar, há vários anos, reforçar a sua presença em África, incluindo a nível económico e militar, num contexto de fortes tensões com o Ocidente.

A III Cimeira Rússia-África decorreu na quarta-feira e quinta-feira, em Moscovo.

Delegados de 48 países, incluindo 22 representados por chefes de Estado, segundo os media estatais russos, participaram na cimeira, incluindo, dos países lusófonos de língua portuguesa, Moçambique e Guiné Equatorial representados pelos chefes de Estado, e Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau a nível ministerial.

Leia Também: Rússia encerra operação humanitária em cidade ucraniana ocupada

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.