Sobe para oito o número de mortos em colapso de edifício no Quénia
Seis corpos foram hoje retirados dos escombros de um edifício que colapsou a 23 de outubro em Nairobi, capital do Quénia, elevando para oito o número de mortos confirmados, segundo as autoridades.
Duas semanas após o desabamento, a polícia informou que as operações de resgate e recuperação estão a chegar ao fim, embora cerca de 16 pessoas continuem desaparecidas desde que o edifício colapsou.
Quatro pessoas foram resgatadas com vida deste edifício de 18 andares, com pisos superiores ainda em construção e que ruiu numa movimentada rua comercial de Nairobi.
O governador do condado de Nairobi, Johnson Sakaja, afirmou que a construção do edifício não tinha sido autorizada e que o arrendamento dos andares concluídos também era ilegal.
Atribuiu o problema à fiscalização ineficiente das normas de construção e às brandas penalizações, fatores que levam os promotores imobiliários a ignorar, de forma flagrante, as leis de edificação na capital.
O responsável pelo empreendimento já foi interrogado pelos investigadores, mas não foi efetuada qualquer detenção. O edifício pertencia a dois sócios, através de um acordo de parceria.
Segundo dados governamentais, o Quénia registou 98 derrocadas de edifícios nos últimos cinco anos, resultando em 104 mortos e 80 feridos.
O país acolhe, atualmente, a Conferência Internacional sobre o Reforço dos Serviços de Busca e Salvamento em África, em parceria com as Nações Unidas e o Governo russo.
Os participantes discutem inovações que podem salvar vidas em casos de derrocada, com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta a emergências em vários países africanos.
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