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Suspeitos de ataque terrorista na Jordânia são da mesma família

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Suspeitos de ataque terrorista na Jordânia são da mesma família

Os três presumíveis autores do ataque contra uma igreja na Jordânia que causou nove mortos são membros da mesma família, anunciaram hoje as autoridades jordanas.

 

"Dois são irmãos e o terceiro é cunhado deles",disse o diretor da Segurança Pública, Abdallah Maaytah, durante uma conferência de imprensa em Amã, citado pela agência francesa AFP.

Os atacantes irromperam na sexta-feira à tarde pelo adro da igreja grega ortodoxa de São Jorge na aldeia de Hammoud, no oeste do país, e abriram fogo contra um cortejo fúnebre, segundo a polícia.

Nove pessoas morreram e cerca de quatro dezenas ficaram feridas no ataque sem precedentes contra os cristãos do reino haxemita da Jordânia, que tem fronteiras com Israel, Síria, Iraque, Arábia Saudita e Palestina.

Os três suspeitos foram detidos hoje de manhã numa casa abandonada próxima da zona do ataque, na província de Karak, após uma troca de tiros com as forças de segurança jordanas.

Ficaram feridos, um deles em estado grave, e foram transportados para o hospital, segundo as autoridades, que anunciaram terem apreendido aos suspeitos armas e "uma importante quantidade de munições".

Maaytah disse que os três atacantes tinham aderido à ideologia 'takfiri', referindo-se a uma forma de integrismo islâmico que considera apóstatas outros muçulmanos ou aqueles que não partilham determinadas interpretações religiosas.

A ideologia 'takfiri' é uma expressão comum entre as autoridades políticas do Médio Oriente aplicada a grupos como o Estado Islâmico, também conhecido pelo acrónimo árabe Daesh, ou a Al-Qaida, segundo a agência espanhola EFE.

"Detivemos os assassinos, estamos a examinar todas as circunstâncias que levam jovens para o extremismo e responsabilizaremos todos aqueles cujo envolvimento seja estabelecido", afirmou o ministro do Interior, Mazen Al-Faraya, nas redes sociais.

Segundo o ministro, "nada indica que [os suspeitos] tenham tido contactos com o exterior ou colaborado com partes estrangeiras".

O rei Abdullah II da Jordânia, que visitou na sexta-feira os feridos hospitalizados em Karak, denunciou na altura um "atentado terrorista" e advertiu que os autores seriam punidos com as penas "mais severas".

"Tínhamos prometido que os terroristas não escapariam à justiça e que nenhum defensor de ideologias obscurantistas que dividam os jordanos seria tolerado", escreveu o monarca numa nova mensagem divulgada hoje nas redes sociais.

No mesmo sentido, o ministro da Comunicação, Mohammad al-Momani, assegurou que as autoridades estavam "prontas a golpear com mão de ferro, sem piedade nem indulgência, quem atentar contra a segurança da Jordânia".

"Este país deve continuar a ser um oásis de segurança e estabilidade", insistiu também o chefe da Segurança Pública.

Na Jordânia, o homicídio é punível com a pena de morte por enforcamento.

A província de Karak, com cerca de 375.000 habitantes, acolhe uma importante comunidade cristã.

Os cristãos representam cerca de 3% da população jordana, que conta com cerca de 11,5 milhões de habitantes, maioritariamente sunitas.

O reino decretou três dias de luto nacional a partir de sexta-feira, com as bandeiras a meia haste nos edifícios governamentais e nas instituições públicas.

Oito das nove vítimas foram sepultadas no domingo junto à igreja, durante exéquias que reuniram uma multidão numerosa sob um importante dispositivo de segurança, segundo imagens da AFP.

O cortejo fúnebre foi presidido pelo patriarca Teófilo III de Jerusalém, da Igreja Ortodoxa Grega, com a presença do primeiro-ministro jordano, Jafar Hassan.

A nona vítima, Mohammed al-Qasous, devia ser enterrada hoje, indicou a família.

Em dezembro, cumprem-se 10 anos desde que Karak foi palco de um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico que causou 14 mortos, entre as quais uma canadiana.

Tiroteio numa igreja na Jordânia faz pelo menos sete mortos

Pelo menos sete pessoas morreram e dez ficaram feridas em um tiroteio numa igreja na província de al-Karak, no oeste da Jordânia, segundo as autoridades locais. Um grupo de homens armados desconhecidos abriu fogo durante uma procissão fúnebre, e as forças de segurança estão a investigar o incidente.

Lusa | 14:34 - 23/10/2026

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