"T0 com vista para o desespero": Os cartazes de protesto pela habitação
Do "T0 com vista para o desespero" às "casas da Barbie" (que muitos desejavam ter guardado), os cartazes que se viram este sábado pelas ruas de Lisboa retratam a crise da habitação, com uma dose de sátira social.
Do Marquês de Pombal ao Rossio, onde ao cair da noite já se veem uma data de tendas instaladas, milhares de pessoas de todas as idades ergueram mensagens a criticar a falta de medidas para resolver a crise na habitação e a resposta do Governo à indignação social.
"Vou morar no Ikea" e "Quem descasa também quer casa" são outras das mensagens que se avistaram nos cartazes, enquanto muitos também pediam uma greve ibérica: "Greve geral de Espanha a Portugal".
O protesto, aliás, encabeçado por uma faixa com um apelo a uma greve geral pela habitação, ficou marcado por palavras de ordem como "o povo unido jamais será vencido" e "somos muitos, muitos mil, para continuar Abril", "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais".
Habituada a enchentes nas celebrações do 25 de Abril, a Avenida da Liberdade acolheu hoje uma variedade de coletivos, associações e movimentos, apoiados por dirigentes partidários e sindicais.
"Oh Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver" e "Oh Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação", gritaram as milhares de pessoas que desceram a avenida.
Veja as imagens do protesto (e dos cartazes) na galeria acima.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.
AO MINUTO: Tendas voltam ao Rossio; Drones levam a assobios no PortoAcompanhe aqui AO MINUTO os protestos que decorrem em várias cidades do país pelo direito à habitação.
Notícias ao Minuto | 15:31 - 24/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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