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Turquia propõe candidato a secretário-geral das Nações Unidas

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Minuto Fonte Externa
31 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Turquia propõe candidato a secretário-geral das Nações Unidas

A Turquia propôs na sexta-feira a candidatura de Feridun Sinirlioglu, atual secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), ao cargo de secretário-geral da ONU, segundo a agência turca Anadolu.

 

Numa carta datada de sexta-feira dirigida aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, o representante permanente da Turquia junto da ONU, Ahmet Yildiz, transmitiu a carta de nomeação do Presidente Recep Tayyip Erdogan, segundo fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) turco citadas pela Anadolu.

Contactada pela AFP, a porta-voz do presidente da Assembleia Geral não pôde confirmar esta informação. A missão turca nas Nações Unidas também não respondeu aos pedidos de informação.

Esta decisão foi tomada na sequência de um "impasse" no processo de seleção, afirmam as fontes do MNE turco.

A sétima votação indicativa no Conselho de Segurança, realizada à porta fechada na sexta-feira, terminou sem que se destacasse um favorito.

Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, voltou a ficar em primeiro lugar, à frente do argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, e de Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana.

No entanto, numa votação anterior, os sete candidatos em disputa não conseguiram evitar um voto negativo de, pelo menos, um dos cinco países com direito de veto (Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia).

Desde então, o ex-presidente senegalês Macky Sall retirou-se da corrida e surgiu uma nova candidata: a diplomata dos Emirados Árabes Unidos Lana Nusseibeh, que na sexta-feira ficou em quarto lugar em número de votos.

O candidato que vier a suceder a António Guterres, que chega ao fim do seu segundo mandato no final do ano, terá primeiro de obter, pelo menos, nove votos e evitar um veto.

Quando se chegar a um consenso, o nome será submetido à Assembleia Geral, que, na prática, segue a recomendação do Conselho.

De acordo com uma tradição geográfica nem sempre respeitada, a América Latina reivindica o cargo. Muitos países defendem também que, pela primeira vez, uma mulher assuma a liderança da ONU.

Leia Também: Israel: Chefe de direitos humanos da ONU pede que Governo "mude rumo"

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