Ucrânia oferece experiência de guerra para reforçar segurança na Europa
A Ucrânia ofereceu hoje a sua experiência militar e tecnológica, alcançada durante os quase cinco anos de guerra com a Rússia, para reforçar a segurança dos países da Europa Central.
A proposta foi apresentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, numa conferência de imprensa em Bucareste, após uma reunião com o homólogo romeno, Dan Neculaescu.
O encontro decorreu por ocasião da liderança da Ucrânia da presidência da Iniciativa Centro-Europeia (ICE), organização regional que reúne 17 países da Europa Central, Oriental e do Sudeste europeu.
Sybiha destacou a experiência acumulada pelas forças ucranianas no combate à invasão russa e o desenvolvimento de novas tecnologias de defesa, que Kiev pretende colocar ao serviço de uma cooperação regional mais estreita.
"Venho de um país que está sob ataque constante. A Rússia bombardeia as nossas infraestruturas energéticas diariamente, provavelmente a cada hora. Mas não vim aqui procurar compaixão, vim procurar cooperação e colaboração", afirmou Sybiha.
O chefe da diplomacia ucraniana apelou igualmente aos países membros da ICE para que apoiem os esforços destinados a alcançar um cessar-fogo na Ucrânia e a garantir o regresso das crianças ucranianas levadas para a Rússia.
Outra das prioridades apresentadas por Kiev é a segurança da navegação no mar Negro, uma questão que suscita particular preocupação na Roménia, devido à sua localização geográfica e aos riscos associados ao conflito.
"Estamos a assistir a ameaças crescentes à liberdade e à segurança da navegação. Estes acontecimentos afetam diretamente a Roménia e têm de terminar", alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros romeno, Dan Neculaescu.
Durante a presidência ucraniana da ICE, Kiev pretende dar prioridade ao reforço da cooperação em matéria de segurança, à conectividade regional e ao desenvolvimento de infraestruturas.
A agenda inclui também o alargamento da União Europeia (UE), a segurança energética e a cibersegurança, áreas consideradas estratégicas para a estabilidade da região.
A Iniciativa Centro-Europeia, criada em 1989, reúne 17 Estados (Albânia Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Hungria, Itália, Moldova, Montenegro, Macedónia do Norte, Polónia, Roménia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia, Ucrânia e Bielorrússia, atualmente suspensa) e tem como principais objetivos promover a cooperação regional, apoiar a integração europeia e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos países participantes.
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Lusa | 19:52 - 05/11/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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