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Ucrânia oferece experiência de guerra para reforçar segurança na Europa

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Minuto Fonte Externa
5 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Ucrânia oferece experiência de guerra para reforçar segurança na Europa

A Ucrânia ofereceu hoje a sua experiência militar e tecnológica, alcançada durante os quase cinco anos de guerra com a Rússia, para reforçar a segurança dos países da Europa Central.

 

A proposta foi apresentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, numa conferência de imprensa em Bucareste, após uma reunião com o homólogo romeno, Dan Neculaescu.

O encontro decorreu por ocasião da liderança da Ucrânia da presidência da Iniciativa Centro-Europeia (ICE), organização regional que reúne 17 países da Europa Central, Oriental e do Sudeste europeu.

Sybiha destacou a experiência acumulada pelas forças ucranianas no combate à invasão russa e o desenvolvimento de novas tecnologias de defesa, que Kiev pretende colocar ao serviço de uma cooperação regional mais estreita.

"Venho de um país que está sob ataque constante. A Rússia bombardeia as nossas infraestruturas energéticas diariamente, provavelmente a cada hora. Mas não vim aqui procurar compaixão, vim procurar cooperação e colaboração", afirmou Sybiha.

O chefe da diplomacia ucraniana apelou igualmente aos países membros da ICE para que apoiem os esforços destinados a alcançar um cessar-fogo na Ucrânia e a garantir o regresso das crianças ucranianas levadas para a Rússia.

Outra das prioridades apresentadas por Kiev é a segurança da navegação no mar Negro, uma questão que suscita particular preocupação na Roménia, devido à sua localização geográfica e aos riscos associados ao conflito.

"Estamos a assistir a ameaças crescentes à liberdade e à segurança da navegação. Estes acontecimentos afetam diretamente a Roménia e têm de terminar", alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros romeno, Dan Neculaescu.

Durante a presidência ucraniana da ICE, Kiev pretende dar prioridade ao reforço da cooperação em matéria de segurança, à conectividade regional e ao desenvolvimento de infraestruturas.

A agenda inclui também o alargamento da União Europeia (UE), a segurança energética e a cibersegurança, áreas consideradas estratégicas para a estabilidade da região.

A Iniciativa Centro-Europeia, criada em 1989, reúne 17 Estados (Albânia Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Hungria, Itália, Moldova, Montenegro, Macedónia do Norte, Polónia, Roménia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia, Ucrânia e Bielorrússia, atualmente suspensa) e tem como principais objetivos promover a cooperação regional, apoiar a integração europeia e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos países participantes.

"Rússia não está interessada na paz", alerta Kaja Kallas

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou hoje em Lisboa que a Rússia não está interessada na paz e defendeu a necessidade de os 27 países da UE se manterem unidos na defesa da Ucrânia.

Lusa | 19:52 - 05/11/2026

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