Pular para o conteúdo
Publicidade

Ucrânia, Síria e não só: ONU pede ajuda para 9 milhões de deslocados

M
Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Ucrânia, Síria e não só: ONU pede ajuda para 9 milhões de deslocados

A ONU alertou hoje para a existência de pelo menos nove milhões de pessoas em quatro países afetados pela guerra – Ucrânia, Síria, Líbano e Afeganistão - que precisam de ajuda adicional para passar o inverno.

 

A situação nesses países, agravada pela escassez de financiamento e aumento dos preços da energia, levou a agência da ONU para os Refugiados a pedir um aumento das doações financeiras.

"Para ajudar a compensar a queda acentuada do seu orçamento, o ACNUR [Alto Comissariado da ONU para os Refugiados] pretende angariar pelo menos 50 milhões de dólares [44,8 milhões de euros] para apoio no inverno de 2026-27", avançou a organização no lançamento da sua campanha anual de angariação de fundos dirigida a particulares e ao setor privado.

O valor representa um aumento de 2,7 milhões de euros relativamente ao ano passado porque "os recursos são escassos e os custos estão a disparar", explicou a diretora de Relações Externas do ACNUR, Dominique Hyde, citada em comunicado.

"Milhões de pessoas nestes países frágeis e afetados pela guerra correm o risco de enfrentar as intempéries sem proteção suficiente contra o frio. Precisam mais do que nunca do apoio do público", defendeu.

De acordo com o ACNUR, as necessidades de inverno são enormes nos quatro países em causa, com milhões de pessoas a lidar com um recente aumento dos preços da energia e dos alimentos e a precisar de mais abrigos, combustível para aquecimento e para cozinhar e roupas e cobertores.

"O dinheiro angariado será utilizado para comprar, entre outras coisas, aquecedores no Afeganistão, cobertores térmicos na Síria e no Líbano e 'kits' para reparar casas bombardeadas na Ucrânia", adiantou o ACNUR.

Referindo que este será o quinto inverno de guerra na Ucrânia, a organização lembrou que as temperaturas no país descem até aos -20°C, que a Rússia tem intensificado os ataques contra civis e trabalhadores humanitários, provocando crescentes cortes de energia, e que há cerca de 4 milhões de deslocados internos.

"No inverno passado, as instalações energéticas foram atingidas pelo menos 423 vezes", recordou o ACNUR, apontando que o objetivo para este inverno inclui ajuda financeira a cerca de 310.000 pessoas e melhorias do isolamento de 80 mil casas.

Também o Afeganistão enfrenta outro inverno difícil numa altura de regressos em grande escala, enormes necessidades humanitárias e severas restrições de financiamento, alegou o ACNUR, referindo que quase 4 milhões de pessoas regressaram do Paquistão e do Irão entre janeiro de 2025 e julho passado.

Segundo a agência, há 4,2 milhões de pessoas a precisar de abrigo, enquanto quase um terço das famílias avaliadas reportou falta de vestuário adequado para o inverno.

"As famílias estão a fazer escolhas difíceis entre aquecimento, alimentação e cuidados de saúde. No inverno passado, muitas queimaram cartão, papel ou lixo plástico para se manterem quentes porque o carvão e a lenha eram inacessíveis", disse Dominique Hyde, acrescentando que as crianças estão especialmente vulneráveis.

No caso da Síria, apesar do otimismo provocado pelo regresso a casa de milhões de pessoas desde a queda do regime de Bashar al-Assad, a ajuda é urgente.

"Sem mais financiamento para o básico neste inverno – um teto, roupa, óleo para aquecimento – o destino dos retornados vai tornar-se cada vez mais precário", referiu a agência, adiantando que há 2,4 milhões de pessoas a precisar de ajuda no país.

Por fim, no Líbano, é estimado que quase 300 mil pessoas necessitem de assistência na estação mais fria, mas o orçamento do ACNUR só consegue chegar a metade.

"O aumento dos custos de aquecimento está a agravar as vulnerabilidades: os preços do gasóleo quase duplicaram desde antes da escalada regional de março de 2026, e as famílias relatam que a ajuda, que antes cobria grande parte do inverno, pode agora durar apenas algumas semanas", lamentou o Alto Comissariado.

Leia Também: Chefes tribais do Iémen lançam "código de honra" para proteger civis

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.