União Europeia condena recentes ataques "hediondos" dos hutis
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) condenou hoje a contínua escalada militar dos hutis no Iémen e os seus ataques contra a Arábia Saudita, em particular os "atos hediondos" que visam alvos civis.
Em comunicado, a Alta Representante para a Política Externa da UE, Kaja Kallas, destaca que "os recentes ataques contra o palácio de Al-Maashiq, em Aden, o contínuo cerco de Taiz, a ação militar ao longo da costa ocidental do Iémen e os ataques contra a Arábia Saudita constituíram atos hediondos".
Kallas apelou ainda "a todos os intervenientes, incluindo o Irão, para que ponham termo a todo o apoio militar aos hutis, em violação de várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
A UE reiterou também que não pode haver uma solução militar para o conflito no Iémen.
A chefe da diplomacia da UE referiu também que os hutis estão a usar a fome como arma contra civis, apelando à abertura de um corredor humanitário para a cidade cercada de Taiz.
Iniciado em 2014, o conflito no Iémen entre os hutis e as forças governamentais apoiadas por Riade foi retomado em julho, após uma pausa de quatro anos, abrindo uma nova frente na guerra regional.
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